Planejamento da Pastoral Litúrgica

 

            As propostas para as reuniões mensais receberam sugestões de agentes da Pastoral Litúrgica, que utilizam os serviços no SAL (Serviço de Animação Litúrgica), pedindo que os textos desenvolvessem mais a organização da Pastoral Litúrgica nas comunidades. Creio que é uma boa proposta e, por isso, farei as reflexões em base ao meu livro “Pastoral Litúrgica, uma proposta, um caminho” (Dehonianos/Loyola), procurando alargar mais o horizonte e refletindo o que ouvi em cursos e conferências que realizei pelo Brasil afora.
           
Vou trabalhar, neste espaço, o tema em linhas gerais e particularizar alguns aspectos nas propostas celebrativas. Assim, em vez de fazer pequenos artigos, como sempre fiz nas Propostas Celebrativas Dominicais, farei um artigo mais longo tratando de algum elemento que diz respeito à organização da Pastoral Litúrgica na comunidade. Os artigos serão seqüenciais e terão um tema único de estudo durante o decorrer do mês. 
           
Isso tem a finalidade de facilitar a você, que organiza as reuniões de reflexão e de estudo com os agentes da Pastoral Litúrgica da sua comunidade. Facilitará porque você poderá aplicar alguma metodologia para levar os agentes da Pastoral Litúrgica a refletir sobre este assunto em reuniões de grupos, seminários, debates, estudos por setores.... 

Estudo para o mês de junho
           
Para este mês de junho, estamos propondo quatro temas:
Necessidade da Pastoral Litúrgica na comunidade (1a domingo de junho);
A importância da organização da Pastoral Litúrgica na comunidade (2o
domingo de junho);
Disponibilidade de tempo para quem trabalha na Equipe Litúrgica (3o domingo de junho);
Objetivos da Pastoral Litúrgica na comunidade (4o domingo de junho).

Objetivo deste estudo

           
O objetivo principal é conscientizar a comunidade sobre a necessidade e a importância de se ter uma Pastoral Litúrgica bem organizada. Os dois primeiros textos trabalham esse tema. Caso você dirija a reunião, a primeira coisa que precisa despertar nos seus colegas de trabalho é que as celebrações litúrgicas, como diz a Instrução Geral do Missal Romano, n. 313, não pode ser improvisada. Na Liturgia, nada deve ser feito de improviso. Para evitar isso, há a necessidade de organização, espiritualidade e formação.
           
No primeiro texto, analiso as dificuldades que encontrei em muitas comunidades do Brasil que resistem à Pastoral Litúrgica organizada. A realidade, infelizmente, é esta: existem pessoas que não querem, e fazem de tudo para impedir a organização da Pastoral Litúrgica na comunidade. Isso está no 1o Domingo de mês de junho, que você poderá conferir na nossa página: www.liturgia.pro.br.
           
Depois de analisar as resistências à implantação da Pastoral Litúrgica, procuro mostrar que a Pastoral Litúrgica não é um capricho próprio ou uma moda passageira na Igreja. A organização da Pastoral Litúrgica obedece a uma hierarquia organizacional que tem como cabeça o Vaticano, passa pelas Igrejas nos Continentes, pela Igreja dos países, pelas Igrejas particulares até chegar nas comunidades paroquiais. Este esquema está bem descrito no documento do Vaticano II, Sacrosanctum Concilium (Cf. SC 43-46). Por isso, não ter uma Pastoral Litúrgica organizada é sinal de comunidade marcando passo há bom tempo.
           
Uma vez que se vê a importância da organização, chamo atenção para quem vai trabalhar com a Pastoral Litúrgica, de modo particular, quem fará parte da Equipe Litúrgica e não tanto, para o momento, dos ministérios das equipes de celebrações. Aqueles que farão parte da Equipe Litúrgica não terão muito tempo para atuar em outras pastorais pois os trabalhos serão muitos: reuniões, formação, planejamento, celebrações especiais....
           
Estas três primeiras reflexões têm o objetivo de mostrar, em linhas gerais, o universo que se está entrando. Certamente, que você terá o bom senso, se preciso for, de adaptar as reflexões para a realidade de sua paróquia e de sua comunidade.
           
No último texto (4o domingo), inicio uma série de estudos sobre o caminho a seguir na organização da Pastoral Litúrgica da comunidade. É preciso ter consciência que boa vontade é ótima, mas não resolve os problemas. Para atuar na Pastoral Litúrgica, há necessidade de pessoas que se disponham a fazer um caminho de formação, de estudos para não trocar os pés pelas mãos na condução das atividades da Liturgia. O último texto deste mês analisa como iniciar o planejamento para alcançar os objetivos. É apenas uma introdução que terá continuidade a partir de julho, quando pretendemos detalhar melhor os passos da organização em si.

Passo firme e corajoso

           
Caso sua comunidade não tenha nenhuma experiência de Pastoral Litúrgica organizada não se espante com as resistências; por isso, coloquei no início as desculpas que o povo arruma. Tente conscientizar a comunidade aos poucos, com pequenos artigos no jornal ou boletim paroquial, procure falar disso em reuniões de avaliação da comunidade... enfim, comece a semeadura para colher frutos mais adiante.
           
O exemplo da Pastoral da Criança continua a animar as demais pastorais pelos resultados positivos que colhe em todo o país. Atrás da Pastoral da Criança tem uma organização séria e uma espiritualidade firme que favorece a defesa da vida. O mesmo critério deve favorecer e incentivar a Pastoral Litúrgica em sua comunidade: uma organização produtiva e uma espiritualidade em favor da Vida plena (salvação) que celebramos em nossas liturgias. Vale a pena o esforço e os contratempos.

            Para o momento é tudo. Bom trabalho e coragem. 

            

Serginho Valle
Coordenador do SAL
www.liturgia.pro.br