025.
Ofertar somente a Deus
Utilizando
as sugestões do SAL para o momento da procissão das ofertas, houve impasse.
Houve questionamento de algumas pessoas, com relação a apresentação da vela
à assembléia.
Aliás, quando
se faz
apresentação de alguns símbolos na procissão
sempre é
feita essa
apresentação à assembléia. Há quem tenha participado
de Cursos
de Liturgia
e que diga que o correto é não fazer isso.
E justificam dizendo que as ofertas ou oferendas devem ser (e são de
fato) feitas a Deus. Nosso padre
foi categórico: "nada de ficar apresentando objetos á assembléia. Faz a
procissão, apresenta ao presidente da celebração
e ponto".
Outros rebatem dizendo que,
na verdade há essa atitude de
apresentar para
que todos
vejam, pois nem sempre durante a procissão conseguem.
-
Enfim, o que deve ou pode ser feito? Apresentar à assembléia é certo
ou não?
O que deve
ser levado
em conta é o objeto ou o símbolo
apresenta ou o motivo da apresentação?
Diácono
Juares Celso Krum
São Mateus do Sul - PR
Diocese de União da Vitória - PR
Prezado
Diácono Juarez
Se for o Pe. Gilson, que trabalhou (ou trabalha) em Curitiba, conheço ele de
alguns trabalhos que realizamos juntos em encontros de liturgistas. O comentário
dele procede, quanto ao princípio litúrgico de apresentar as ofertas a Deus.
Ele está certo, quanto a isso. O que está sendo esquecido é o gesto simbólico
da apresentação das ofertas.
Na
minha sugestão da criança com a vela, observe que usei o termo APRESENTA A
VELA A COMUNIDADE... em nenhum momento eu me referi a oferecer a vela a
comunidade. A criança (ou quem assim fizer com outros símbolos) ao apresentar
os dons à assembléia, como que partilha com a assembléia aquilo que será
oferecido ao Pai.
Serginho
Valle
024-Material
sobre cerimoniais
Sou
coordenadora de um grupo de 16 coroinhas em nossa paróquia. Tenho encontrado
dificuldade, pois não encontro material que ensine Cerimoniais. Por exemplo:
como usar turíbulo, quantas vezes toca-se a sineta... Nos reunimos semanalmente
e não conto com nenhum seminarista para tirar essas dúvidas. Existe algum livro que trate desse
assunto? Seria possível ter fichas de estudo com esse tema? Obrigada.
Helena
- SP
Maria
Helena,
Obrigado pelas sugestões para as fichas de estudo a propósito das atividades
celebrativas dos coroinhas na missa. No momento, estamos preparando as fichas de
estudo com os temas da Semana Santa. Depois disso, que deverá ser muito em
breve, estaremos trabalhando nesses temas mais práticos da celebração.
023.
Missas divididas por período
Na
reunião mensal, as pastorais solicitam para que as missas sejam dividas por períodos
semanais e entregues a respectiva pastoral para elaboração da liturgia, canto,
etc. Ocorre que nem sempre sai organizado, faltam grupos de cantos e as pessoas
que participam das missas parecem não preparadas para a celebração. Pretendo
mudar no próximo encontro (sábado que vem) para trazer de volta participantes
leigos da comunidade, com o intuito de vitalizar a liturgia nas celebrações. Qual
a opinião do SAL neste caso?
A
organização da Pastoral Litúrgica, normalmente compreende duas equipes:
Equipe
Litúrgica e Equipes de celebrações. A Equipe Litúrgica organiza toda a
pastoral litúrgica da comunidade, isto é tudo aquilo que se refere a celebrações,
ensaios de cantos, procissões, cursos, estudo de liturgia, etc. As equipes de
celebrações, por sua vez, ocupa-se com uma única celebração. Estas são
formadas para preparar e animar uma determinada celebração. Nas equipes de
celebrações participam os leitores, músicos, comentarista, etc.
Por isso, o modo de organizar essas equipes de celebrações poderá ser
de acordo com a facilidade da comunidade. Pode ser por pastorais, por movimento
ou, como é nossa é nossa idéia, com equipes especialmente formada para cada
celebração. Assim a missa das 10h teria uma equipe de celebração, a missa
das 17h outra equipe, os batizados outra equipe de celebração, e assim por
diante. Quem organiza tudo isso é uma equipe central, formada por 5 ou 6
pessoas que nós chamamos de Equipe Litúrgica.
Mais informações sobre este assunto, consulte o Livro: Pastoral Litúrgica,
uma proposta um caminho, ed. Loyola.
23.1
Cantos com cifras
Gostaria
de receber também, juntamente com a proposta litúrgica, os cantos
As músicas cifradas você pode encontrar neste endereço:
www.cmcatolico.cjb.net
Gilson,
Rejani, Lucas e Lincoln
Biguaçu-Santa Catarina
022.
Comportamento dos ministros da eucaristia e da Palavra
Qual
a opinião do SAL a respeito dos ministros transitarem no presbitério
diante do sacrário e do altar durante a celebração? Quando e em qual direção
deve ser feita a genuflexão ou uma simples reverencia inclinando o
corpo? E quanto a assembléia
transita dentro da igreja, qual a
orientação?
Arlete
- SP
O
princípio do gesto litúrgico é este: para o sacrário se faz genuflexão e
para o altar se faz reverência com inclinação profunda. Durante a celebração
os ministros deveriam passar na frente do altar, da esquerda para direita,
fazendo reverência ao altar. Por isso, um princípio “cerimonial” da
liturgia não prevê que os ministros passem entre o altar e o sacrário.
Como
se pode perceber, isso traz alguns inconvenientes: pessoas passando constantemente
a frente do altar, atrapalham a assembléia celebrante; existem aquelas pessoas
que fazem bem os gestos, o que é motivo de distração e assim por diante... A
solução para este caso é dupla: seguir o modelo de espaço celebrativo
sugerido pelo Vaticano II e, segundo, posicionar bem os ministros.
O
modelo de espaço celebrativo prevê que nas igrejas não haja sacrário; este
deveria estar numa capela, chamada capela do Santíssimo. O segundo é o modo prático:
os leitores têm suas cadeiras posicionadas próximas ao ambão, os que ajudarão
a distribuir a comunhão terão lugares que facilitarão a aproximação do
altar.
A
regra geral, contudo, nunca deverá ser esquecida: os ministros devem
“transitar” na celebração somente naqueles momentos que lhe competem para
não fazer do presbitério uma passarela.
021.
Dia do sacerdote
Na
sugestão para a missa da Ceia do Senhor, diz que é
neste dia o verdadeiro dia do padre. Eu já vi em outros livros e até um padre
já me falou que na verdade seria a instituição do sacerdócio como um todo,
onde todos os batizados seriam incluídos. É isso?
Jefferson
– João Pessoa - PB
Prezado
Jefferson,
De fato, o dia da instituição do sacerdócio é a Quinta-feira Santa e, por
este motivo é que estou dizendo que este é o dia do padre , entendido como
sacerdócio ministerial. Isso inclui também o bispo. O sacerdócio comum, do
qual todos os fiéis fazem parte acontece mediante o batismo. Isso ajuda a
entender que não se trata do sacerdócio comum, do qual todos os batizados
fazem parte. A Quinta-feira Santa celebra a instituição do sacerdócio
ministerial.
Quando se diz que o dia 4 de agosto é o dia do padre, na verdade se faz uma
pequena confusão, visto que São Cura D´Ars é o padroeiro dos párocos e como
tal ficaria de bom tamanho se neste dia fosse celebrado apenas o dia do pároco.
Contudo, como muitos gostam de festa, não é pecado nenhum celebrar os demais
padres neste mesmo dia.
SerginhoValle
0.20
Silêncio
na hora da consagração
Ouvi dizer que no momento da Consagração, quando o padre eleva o pão e depois
o vinho, não se deve dizer nada.Na maioria das comunidades que conheço as
pessoas dizem: "meu Senhor e meu Deus" Realmente é isso mesmo? Este
momento é um entre os momentos que devemos nos silenciar na missa? Se eu
estiver certo, qual é o motivo do silêncio?
Jorge
Lyra Firme
Você
está certo! Este é um momento para se fazer silêncio na missa.
Já tive oportunidade de tratar desse assunto,
em nossa página, quando respondi aos músicos, chamando atenção daqueles
músicos que gostam de fazer fundo musical no momento da consagração.
O primeiro motivo: este é o momento do Espírito Santo e, na liturgia,
os momentos "epicléticos"(momentos da invocação ao Espírito
Santo), realizam-se em silêncio. Você tem exemplos disso no rito batismo,
quando o padre impõe as mãos nas crianças; no rito do crisma, no rito da
unção dos enfermos, no rito da ordenação diagonal,
sacerdotal e episcopal. No rito da consagração, na missa, o rito da
imposição das mãos é acompanhado com a voz da Igreja, que intercede ao Pai
para que envie o Espírito Santo, a fim de que as ofertas se tornem Corpo e
Sangue do Senhor. Ora, a partir deste momento, tudo silencia... todo o rito é
feito em silêncio. Então o primeiro e principal motivo é este: por ser o
momento da ação do Espírito Santo E diante desse momento, é nosso dever
calar e contemplar.
O segundo motivo é o rito em si. A celebração litúrgica compõe-se de
ritos para cantar, para rezar, para ouvir, para falar, para caminhar, para
gesticular, para ajoelhar-se e para silenciar. O caso da consagração é este
último. Naquele momento, a assembléia silencia porque está num momento
contemplativo. Ou seja, o momento é tão solene, tão repleto do temor do
Senhor, que não existe palavras, mas somente a contemplação silenciosa. O
rito pede uma contemplação silenciosa.
O terceiro motivo é uma pergunta: por que as pessoas dizem a
jaculatória? Antigamente, quando a missa era celebrada em latim e as pessoas
não entendiam quase nada, os catequistas e alguns padres ensinavam que no
momento da elevação do Corpo e Sangue do Senhor era para fazer uma profissão
de fé, com as palavras de São Tomé. Depois, a teologia do Vaticano II,
explicou que aquele momento não é de adoração, mas momento memorial, quer
dizer, quando a Igreja faz memória do Mistério Pascal de Cristo ao Pai e à
assembléia celebrante. Isso acabou sendo esquecido em nossos dias e a
ignorância celebrativa e, mais precisamente, a ignorância litúrgica retomou
um resquício do passado devocionalista para ser introduzido neste momento.
Culpa de quem? De todos nós que não explicamos ao povo como celebrar o momento
da consagração e culpa daqueles que fazem da eucaristia um devocionalismo e
não uma celebração do Mistério Pascal de Cristo.
O que fazer agora? Recomeçar a catequese e explicar ao nosso povo o
motivo pelo qual devamos silenciar no momento da consagração. O povo vai
entender e agradecer, meu caro Jorge.
Serginho Valle
FEVEREIRO DE 2001
019
- Música
Litúrgica
Iniciamos um bate-papo com as equipes de canto das cinco comunidades da
Paróquia Nossa Senhora da Glória (Vila Velha - ES). Estamos estudando um
material que pegamos na internet - Dimensão Litúrgica do Canto. No encontro
surgiram algumas dúvidas. Gostaríamos de alguns esclarecimentos, com as
perguntas que seguem abaixo:
Jorge Lyra Firme
Vila Velha - ES
19.1 - Onde dentro da Missa ou
Celebração da Palavra pode-se cantar um canto do Espírito Santo? Foi
levantado esta questão porque uma comunidade, logo após o sinal da cruz, dando
início a celebração, cantava um canto do Espírito Santo, e disseram para
eles que dentro da celebração não cabia cantar a música do Espírito Santo.
1 - Existem algumas celebrações litúrgicas que comportam a invocação ao
Espírito Santo em forma de canção dentro da missa. É o caso das liturgias de
ordenações de diáconos, padres e bispos. Num determinado momento da
celebração, o Espírito Santo é invocado através de um canto.
2 - Isso não acontece nas demais celebrações eucarísticas por alguns
motivos:
- não existe celebração litúrgica sem a ação do Espírito Santo. A
celebração litúrgica, na sua totalidade, é toda ela, por si mesma, uma
ação do Espírito Santo; isso já leva a pressupor que não há necessidade de
invocar o Espírito Santo por meio de uma canção antes da missa começar ou
depois do sinal da cruz, pois os celebrantes sabem
com toda certeza que estão reunidos
na unidade do Espírito Santo.
- Durante a celebração da eucaristia, a invocação ao Espírito Santo
acontece de modo explícito na Oração Eucarística. Esta invocação leva o
nome teológico de "epíclesis" - invocação. O presidente da
celebração diz claramente: "enviai vosso Espírito, a fim de que nossas
ofertas...." Podemos dizer que este é o momento central da invocação
do Espírito Santo. No caso do canto, se o padre souber cantar, ele sozinho
poderá fazer esta invocação cantando.
- Um terceiro fato é a ação silenciosa do Espírito Santo na celebração. A
teologia litúrgica ensina que o silêncio, durante a celebração, é o local
do Espírito Santo. Ou seja, o Espírito Santo age "manifestadamente"
durante o silêncio. Durante o rito de ordenação, por exemplo, na hora da
imposição das mãos sobre o ordenado (invocação do Espírito Santo) é feito
silêncio total. O mesmo acontece na missa. Por isso, cantar músicas ou fazer
solos em momentos que o silêncio faz parte do rito, é invadir o "espaço
celebrativo" da manifestação do Espírito Santo.... muitos músicos ainda
não entenderam isso... e cantam e tocam instrumentos
nestes momentos. (Que Deus os perdoe).
- Por fim, é preciso considerar que toda a Liturgia é dirigida ao Pai, por
Cristo, na unidade do Espírito Santo. O louvor litúrgico, portanto, é para o
Pai e esse louvor chega ao Pai graças ao fato de estarmos unidos (celebrando na
unidade) pelo Espírito Santo. Isso
já é próprio da celebração e carece, pois,
cantar algum canto para invocar o Espírito Santo.
Estes elementos, creio eu, já são suficientes para demonstrar que não há
necessidade para introduzir uma música ao Espírito Santo durante a missa.
Sobre cantar uma música de invocação ao Espírito Santo, logo após o sinal
da cruz, fica sem sentido, mesmo porque, o sinal da cruz, no início da missa,
diz que estamos reunidos em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Podem crer que isso é verdade!
Agora, é preciso dizer quem em algumas celebrações, como é o caso nas missas
que se celebram o sacramento da crisma, a
missa do domingo de Pentecostes,
pode-se cantar uma música invocando
o Espírito Santo, depois da homilia
ou mesmo no momento da oração dos fiéis. (Isso em algumas ocasiões). O que
digo acima são considerações baseadas na teologia Litúrgica.
19.2 - Se realmente não
cabe cantar uma música do Espírito Santo dentro da celebração, e antes,
quando as pessoas estão chegando, pode-se cantar?
Certamente, que se pode cantar um canto ao Espírito Santo antes da missa. A
questão, neste caso é outra: o que é mais útil fazer antes da missa? ficar
cantando, rezando terço, afinando instrumentos, testando microfones, colocando
flores na igreja ou criar um clima de silêncio e tranqüilidade
para que, os que vierem celebrar, possam "descansar" no Senhor e
iniciar a missa tranqüilamente?
É esta a pergunta que se deve colocar. Os músicos são imprescindíveis nas
celebrações, mas eles devem aprender a respeitar o silêncio... não se pode
cantar o tempo todo.
19.3 - A outras questão é referente ao hino do Glória. Houve uma
"discussão" sobre a letra do Glória, se deveria mencionar o Pai, o
Filho e o Espírito Santo, pois no texto que estamos estudando diz "O
glória não constitui uma aclamação trinitária, mas deve ser, antes de tudo,
uma manifestação da louvor a Deus-Pai e ao Cordeiro". Algumas pessoas
deduziram que não é necessário mencionar a Santíssima Trindade.
Esta é uma questão polêmica na Liturgia. Os liturgistas opinam de modos diversos. O glória, na realidade é uma "doxologia" - um louvor ao Pai. De fato, a poesia do glória destaca: nós
vos louvamos, adoramos, glorificamos, vos damos graças... e conclui-se com a
súplica, um louvor ao Cordeiro de Deus e uma profissão de fé a Cristo como Deus e Senhor, quando diz: "só vós sois o
Senhor, o santo, o altíssimo... ou seja, a vítima santa (Cordeiro de Deus) que
nos purifica e nos salva e, ao mesmo tempo, Ele é o "Kyrios", aquele que foi constituído Senhor por Deus Pai. O Espírito Santo, na poesia do canto do glória,
é aquele que faz com que este louvor seja santo e possa chegar ao Pai. Por
isso, no final se canta: "na unidade do Espírito Santo".
Como se pode perceber, o canto do
glória não é um louvor trinitário, como existem algumas músicas que dizem:
glória ao Pai... glória ao Filho.... glória ao Espírito Santo.
Por que acontece esse problema? -
Primeiro porque este é um hino teológico e cada uma das palavras tem um
fundamentação bíblica. Segundo,
porque este hino mantém a característica de ser bem "romano", quer
dizer, resume em uma palavra, de forma concisa, uma teologia ou mesmo um modo de
expressar-se teologicamente. Como muitos dos nossos compositores não conhecem
muito bem a teologia litúrgica e o esquema da linguagem litúrgica, acabam
fazendo musiquinhas para o canto do glória e o chamam de "Hino de
louvor", quando o glória é, em si, um rito de glorificação ao Pai e ao
Filho, na unidade do Espírito Santo em forma de canção.
Sugerimos que para o seu estudo, vocês trabalhem sobre o ESTUDO 79 da CNBB: A
MÚSICA LITÚRGICA NO BRASIL
Serginho
Valle
018
- Reflexões
para a liturgia diária
Amigos,
Eu gosto de ler o evangelho e a explicação do mesmo todos os dias. Eu fazia
isto, lendo no Mundo Católico, depois de algum tempo o Mundo Católico saiu do
ar, sendo assim, eu achei www.católico.com.br, que sempre disponibilizava o
evangelho do dia, mas este também não está mais com esse serviço. Será que
vocês sabem algum lugar que eu possa achar esse serviço?
Um
beijo, com muito carinho a todos.
Sônia
-
Bebedouro - SP
Sônia,
Nossa página procura prestar este serviço através de breves reflexões
diárias. Não estamos colocando o texto bíblico, pois entendemos ser mais
proveitoso ler o texto da própria Bíblia. Este é o motivo pelo qual você
encontra as indicações das leituras bíblicas de cada dia.
017
- Que
o SAL dure muito tempo
Gostei muito da proposta celebrativa lançada por vocês. Gostaria de saber se
este projeto é permanente; se haverá para o ano inteiro, se é possível fazer
uma assinatura anual ou semestral e qual o tipo de recibo que vocês fornecem.
Muito obrigado!
Pe. Ilário Flach
Paróquia Menino Jesus de Praga
Porto Alegre ( RS)
Pe.
Ilário,
Nós pretendemos prestar um serviço durante todo o ano e, com a graça de Deus,
esperamos que este serviço tenha longa vida. Quanto à assinatura, estamos com
alguns problemas de ordem burocrática, digamos assim. Esperamos que depois da
Páscoa tudo esteja resolvido. Assim que acertarmos os ponteiros, estaremos
prontos a fazer assinaturas e emitir recebidos... tudo pela internet, é claro.
016
- Quando
os músicos devem comungar
Estou utilizando o e-mail, para esclarecer uma dúvida que surgiu em nossa
reunião. Liturgicamente, qual o momento certo para
os músicos comungarem: antes ou depois da comunidade? Se for depois eles
devem parar a música quando a fila estiver terminando, e ir até o ministro, ou
o mais correto seria o ministro ir até os músicos?
Arlete
Aparecida Bernal
São Paulo - SP
Arlete e equipe
Os músicos devem comungar depois que toda a assembléia comungou. Por que?
Durante a celebração da missa, os músicos estão exercendo um ministério,
isto é, um serviço em favor do povo. Assim que o padre terminou o convite para
a comunhão e o povo respondeu "Senhor eu não sou digno..." o
músicos começam a cantar.
Depois, quando
todos comungaram, os músicos param de tocar e comungam. Tem início o silêncio
após a comunhão, que faz parte do rito da comunhão.
No que diz respeito
a ir ao centro da igreja para comungar, ou o ministro ir até eles, depende da
praticidade da igreja. Em algumas igrejas os músicos estão apertados num
ângulo da igreja, que sair dele seria uma trabalho e tanto. Depois que os
músicos comungaram, depois deste tempo em silêncio, se quiseram cantar uma
música de agradecimento, então sim, o momento seria este.
015
- Celebração
de envio de catequistas na quaresma
Tenho urgência de uma sugestão de celebração da missa de apresentação de
nossos catequistas (missa do envio) no dia 11/03/01 e pretendo adquirir junto as
propostas celebrativas de março. Por favor, me ajudem!
Marli R. M. Eslompo
Marli,
desculpe nossa demora, mas não recebemos nenhum e-mail seu pedindo sugestões
para a missa de envio de catequistas. De qualquer modo, seguem as sugestões:
1 - Procurem manter o clima de quaresma que é o da moderação e da serenidade.
Uma vez que casamentos e batizados são prescritos para serem celebrados
moderadamente, o mesmo deverá acontecer numa celebração do envio.
2 - Utilizem o texto do domingo, 2º domingo da quaresma, que é o da
transfiguração do Senhor. É muito rico em conteúdo para uma missa de envio.
Nossas propostas celebrativas ajudarão você neste sentido.
3 - Como motivação do envio, recordem aos catequistas que eles não devem
permanecer no Tabor, lá no alto, mas trazer seus dirigidos para o chão do
dia-a-dia e ali viver o evangelho de Jesus.
4 - Como símbolo, apresentem a Bíblia, uma vez que no evangelho o Pai declara:
"este é o meu Filho amado, ouvi-o". O catequista é aquele que ouve
Jesus Cristo, que fala pela Bíblia, todos os dias. Outro símbolo é uma vela
acesa, que todos podem receber, sinal que são enviados para iluminar com a luz
de Cristo todos que estiverem sob sua responsabilidade.
5 - Na temática da Campanha da Fraternidade de 2001, os catequistas estarão
sempre comprometidos com a vida e nunca com a cultura de morte. Creio que de um
modo muito "quaresmal" (entenda-se moderado) você poderá preparar
uma boa celebração com os seus catequistas.
014 - Casamento
na quaresma
Gostaria de saber se a Igreja Católica pode celebrar casamentos
durante a Quaresma.
Andrea
Regina Furtado
Andrea,
não existe nada contra que se celebrem casamentos durante a quaresma. A Igreja pede, contudo, que os casamentos sejam celebrados de maneira simples, sem muita pomba, isto é, sem muitos enfeites e sem muita música. É uma celebração mais moderada, diferente daquelas que estamos acostumados a ver. Algumas comunidades, para evitar mal entendidos de que um pode ter uma festa bonita e grandiosa e outro mais simples, não realizam casamentos na quaresma. É uma opção pastoral da paróquia.
013 -
Domingo de Ramos ou sábado de Ramos
Durante uma reunião de nossa equipe surgiu uma dúvida: que missa
deverá ser celebrada no sábado, véspera do Domingo de Ramos?
Ademir Rogério da Paixão
Prezado Ademir,
segue-se aquilo que é a
prática da divisão do tempo, no Ano Litúrgico. O dia litúrgico tem início
na véspera do dia anterior. Por isso, sábado à tarde, para o "tempo
litúrgico", já é domingo. Isso nos leva a entender que a missa das
vésperas do Domingo de Ramos será celebrada com o formulário da missa de
Domingo de Ramos.
As orientações, no Missal e no Diretório Litúrgico, explicam
que deve ser feita somente uma procissão de ramos, na missa principal. Nas
demais missas, pode-se abençoar os ramos, mas sem realizar a procissão. (Cf.
os diferentes modos de fazer a entrada e a bênção dos ramos desta missa no
Missal Romano, p. 220). Por este motivo, sugerimos que não se faça nem a
procissão, nem a bênção de ramos na missa vesperal, do sábado à tarde. É
um meio pastoral de convidar toda a comunidade para celebrar juntos o início da
Semana Santa.
Para esta celebração é proclamado o evangelho da entrada
triunfal do Senhor (bênção de ramos) e, no momento da missa, o evangelho da
Paixão do Senhor. Do ponto de vista pastoral, a Equipe Litúrgica poderá optar
entre os dois evangelhos, embora nos pareça mais oportuno o evangelho da
entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, tendo em vista a preparação do
Domingo de Ramos.
Uma última observação. A bênção dos ramos está intimamente
ligada à missa; é parte do rito desta missa. Por este motivo, não se
abençoam ramos (palmas) fora da missa, como vimos, ano passado, um padre
benzendo ramos num programa de televisão de auditório de grande audiência.
012-
Cadê
as figuras?
Recebi a liturgia do mês de fevereiro, tudo bem. O que me deixou em dúvida foi
o fato de não ter recebido também os arquivos de figuras. Normalmente quando
faço cópia da liturgia do primeiro domingo (grátis), diretamente da internet,
são baixados arquivos das figuras. E desta vez quando você fez a remessa, as
figuras não acompanharam.
Pode parecer irrelevante, porém existem algumas utilidades para estas figuras.
Por exemplo, neste domingo, imprimi à cores numa transparência a figura dos
apóstolos pescando e projetamos durante a celebração.
Clávio José Zanin
Curitiba - PR
Ultimamente
deixamos fora estas figuras por questões práticas. O nosso provedor, O Bispado
de Rio Preto, pediu que não colocássemos muitas figuras para não pesar demais
a página e assim não sobrecarregar as máquinas. Estamos pensando como podemos
solucionar este problema e ajudar as comunidades.
011- Paramentos
eclesiásticos e suas utilidades
Gostaria que me ajudassem a conhecer mais a respeito das vestimentas usadas
pelos papas, cardeais, bispos, padres, diáconos e coroinhas. Quando vejo os
mais diversos tipos de roupas, usadas pelos mesmos, em certas ocasiões, como os
símbolos bordados nelas, não faço a mínima idéia para que serve. Por favor
me indiquem algum site, livro, ou me enviem informações sobre: paramentos
eclesiásticos e suas utilidades seus símbolos e ocasiões em que são
utilizados
Jorge
dos Santos
Livros
de símbolos e sinais litúrgicos existem
alguns publicados no Brasil. No ano passado, fui convidado pela Editora Loyola a
fazer um dicionário para responder às suas questões. No ano passado não tive
coragem de enfrentar essa empreitada. É muita coisa e exigirá muita pesquisa.
Por isso, nosso trabalho será um pouco mais lento, mas creio que, pouco a
pouco, poderemos satisfazer a curiosidade de nossos inter-amigos. Vamos publicar
010. Cantos obrigatórios
Gostaria de saber quais as músicas que são obrigatórias na missa
Central do Músico Católico
Inicialmente,
vamos cancelar o termo "obrigatório". Na liturgia, se usarmos o termo
obrigatório, poderíamos dizer que este está relacionado aquilo que diz
respeito à instituição divina: a Palavra de Deus que na celebração
litúrgica é insubstituível; o uso dos símbolos sacramentais (água, pão,
vinho, óleo...) porque usados por Jesus; a fórmula sacramental que garante a
validade do sacramento...
Uma vez que as canções nas
celebrações ou fazem parte de um rito, ou acompanham um rito ou formam um rito
próprio, como é o caso do Glória, estas não têm um caráter de
obrigatoriedade. Mesmo porque, uma missa poderá ser celebrada silenciosamente,
sem que se cante nenhuma canção. Não estamos discutindo se será bonita ou
chata; isso é outra questão.
Por isso, quem se
ocupa do ministério da música na liturgia deveria colocar a
pergunta de outra forma: como vamos cantar esta missa? Partindo
deste ponto de vista, você não vai cantar na liturgia, mas exercerá
seu ministério cantando e ajudando a assembléia a cantar a
liturgia, ou cantar a
celebração da missa. Isso enquadra a questão das canções litúrgicas na
missa com outros olhos.
10.1 Que
cantos cantar? Como cantar?
Depende
da celebração. Uma celebração da quaresma pedirá músicas e um modo de
cantá-las que não será o mesmo da missa do 8o Domingo do Tempo
Comum, por exemplo. A celebração de Natal é cantada com um espírito que não
é o mesmo da celebração da missa de um funeral, e assim por diante. Cada
celebração pede canções e um modo de executá-las próprio.
O
mesmo acontece com as músicas que acompanham ritos. Como cantar executar um ato
penitencial? Como cantar e executar um canto de procissão das ofertas? São as
perguntas que deveriam sempre ser feitas pelos nosso pessoal do ministério da
música. Não fica bem cantar o ato penitencial acompanhado de percursão e com
instrumentos a todo volume, porque o rito leva a assembléia litúrgica a,
humildemente, se colocar diante de
Deus para pedir perdão; o hino do glória sim; dependendo da música poderá
ter percursão, porque o rito é um grande e alegre louvor a Deus. Não se
imagina que o vocal cante a plenos pulmões o Cordeiro de Deus, por exemplo, mas
admite-se que coloque mais vibração ao cantar a aclamação do evangelho.
Pode-se,
inclusive, numa celebração, optar-se em não cantar uma canção para que o
rito seja mais valorizado, como por exemplo, o rito da preparação das ofertas.
Em vez de cantar, pode-se ouvir o que o padre está rezando ao fazer a
apresentação dos dons. É um jeito de valorizar uma música que silenciou para
ressaltar os gestos e as palavras do rito.
10.2 - A
"obrigatoriedade" é facultativa
Falei
tudo isso, para mostrar que não existe uma lei de obrigatoriedade para se
cantar, necessariamente, esta ou aquela canção da missa. O que deve existir (e
se permite, falaria de uma obrigação do músico) é que o músico tenha seus
sentimentos sintonizados com o contexto celebrativo, com cada um dos ritos
celebrados, com a poesia da música e com a melodia.
Já vi músicos cantando a
pleno pulmões a música do Pe. Zezinho, "Eu não sou digno", quando a
música desenha em sua poesia a cena de se estar diante de Deus, reconhecendo a
pequenez e, mesmo assim, convidando Deus para que venha morar em nossa vida. A
poesia e a melodia pedem que esta música seja cantada com suavidade.
Na ocasião, alguém me disse
que era vontade de cantar; acho que era falta de sensibilidade para com a
música e para com o momento celebrativo ou ritual. E isso acontece com muita
freqüência entre nossos músicos.
10.3 - O
que seria bom cantar?
Aqui
a pergunta muda de tom. Algumas partes da missa seria bom que fossem cantadas. Elenco:
kyrie, glória, salmo responsorial, aclamação ao evangelho, Santo, aclamação
do "Mistério da fé", o "amém" da grande doxologia (por
Cristo...), Cordeiro de Deus e canto de comunhão.
Todas
estas são músicas de louvação ou de súplica ao Pai, a quem se dirige a
Liturgia. Todas estas músicas acompanham um rito e, quando cantadas, fazem com
que o rito se torne mais solene e mais festivo. Por isso, estas músicas, mesmo
havendo um coral, deveriam ser cantadas por todos da assembléia e não somente
por um grupo. É o que chamo de
Cantar a liturgia.
Isso
não quer dizer que estas canções que elenquei acima devam ser cantadas em
todas as missas. É preciso haver um equilíbrio e saber distribuir as músicas
dentro da missa.
10.4- Um
exemplo de rito silencioso
Algumas
canções têm uma finalidade de acompanhar um rito, por isso podem estar
presentes na celebração, como é o caso da canção que acompanha a procissão
de entrada, no início da missa, e a procissão das ofertas.
Uma missa celebrada para "pedir perdão dos pecados", por exemplo, poderia ser iniciada silenciosamente, e apenas recitar, antes dos ritos iniciais a Antífona de entrada, como pede o Missal Romano. Seria um modo de criar o clima celebrativo para uma missa que exigirá silêncio e humildade ao suplicar o perdão ao Senhor.
10.5 - O
caso da canção para o "abraço da paz"
Foi
introduzido recentemente a canção no rito do abraço da paz. Do ponto de vista
litúrgico é estranho, apesar de ser gostoso cantar nesta hora.
É estranho porque o abraço da
paz tem a finalidade de ser um rito para comungar a paz do irmão, antes de
comungar o corpo de Cristo. Isso significa que o rito pede uma atenção total
ao irmão, sem distrair-se com canções, palmas ou levantando folhetos. Eis
outro momento da celebração que, ao menos de vez em quando, deveria se
concentrar no rito e na pessoa com quem partilhamos a paz e não na música.
10.6 - Quando
é preciso silenciar e se canta
Algumas
partes que são cantadas (em algumas igrejas) deveriam silenciar de vez,
pois desvirtuam o espírito da liturgia. São as músicas que invadem o
silêncio litúrgico. O caso mais grave são os solos no momento da
consagração e as canções durante a elevação do pão e do cálice. Ali
não existe música, pois a liturgia pede um rito de
silêncio contemplativo. O mistério é tão grande que tudo silencia
(até mesmo as palavras) e a única atitude ritual, naquele momento, é
contemplar o mistério, silenciosamente. A música, se tocada nesta hora,
torna-se uma invasora do silêncio litúrgico.
É
sempre bom recordar que a celebração é feita de palavras, músicas e
silêncio. Em algumas, o silêncio parece ter sido banido. É uma pena.
Outro
momento é o do Salmo responsorial. Aqui não se trata de silenciar, mas de
alterar o salmo ou trocá-lo por uma música qualquer. Por ser Palavra de Deus,
o Salmo é insubstituível, ou seja, não deve ser trocado por outra canção.
Não vejo dificuldade em salmos musicados com poesias atuais, como é o caso do
Sl 23, do Fabretti ("Pelos prados e campinas...). Mas trocar o salmo por
uma canção de mensagem, ou uma canção bonitinha... ou "qualquer
música" não é nada litúrgico.
Por
fim, um terceiro momento é depois da comunhão. Esta é uma questão relativa,
pois é preciso aprender a equilibrar as coisas. Depois da comunhão, a liturgia
pede um momento de silêncio. Seria bom que isso fosse respeitado e, depois
deste silêncio, se se quiser cantar, então se cante.
10.7 - O
que não se canta e poderia ser cantado
Um
momento da missa que comportaria bem uma canção, de vez em quando, e
brevemente, seria após a homilia. Depois da homilia, uma música poderia ajudar
a marcar o tema que o presidente da celebração tratou na homilia. Por exemplo:
se o padre falou do perdão, depois de um breve momento de silêncio, se poderia
cantar uma estrofe da música "O perdão nasceu..."
10.8 - É
preciso cantar o canto final?
De
acordo com a liturgia, a missa termina na hora que o diácono (ou padre) despede
a assembléia. Esta despedida é para valer; é para o povo ir embora. Contudo,
existe uma tradição de se cantar uma canção que alguns músicos chamam de
canto de dispersão da assembléia. (Acho o nome meio estranho).
Caso
se cante, (e é bom que se cante), a canção deveria ter uma relação ou com o
evangelho ou com o mistério celebrado. Se o evangelho falou da missão dos
apóstolos, por exemplo, a canção seria com uma temática missionária ou
profética. Se fosse uma celebração de Nossa Senhora, a música final poderia
saudar Nossa Senhora.
O
motivo é fácil para compreender. À medida que a assembléia se desfaz, o
canto final faz escutar a última mensagem da celebração. Não há necessidade
que as pessoas fiquem na igreja, podem ouvir a canção e cantá-la, do mesmo
modo, enquanto estiverem saindo.
E, para terminar, esta canção
final deveria ser tão bem cantada a ponto de fazer com que todos sintam saudade
da celebração antes mesmo de irem embora e cheios de vontade de voltar na
semana que vem.
É isso, meu caro. Creio que podemos crescer mais neste debate, pois
a música litúrgica é sempre um tema apaixonante e há muito que debater. Não
fiz um dissertação científica, apenas elenquei e procurei recordar o que o
pessoal me pergunta quando ministro cursos por ai.
Com muita paz!
Serginho Valle
09.
Folha de cantos
Nas folhas de canto existem músicas que não conheço. É possível
uma referência, arquivo midi, ou hinário litúrgico, sei lá ... Eu
gostaria muito de aprender músicas novas, mas sem uma partitura ou sem escutar
fica difícil. Agradeço qualquer ajuda nesse sentido.
08. Verdadeiros
momentos de louvor e ação de graças
Muito obrigado! Os subsídios que têm disponibilizados estão nos ajudando
a fazer de nossas celebrações verdadeiros momentos de louvor e ação de
graças. Durante este ano estaremos formando as equipes de canto. Se puderem
disponibilizar algum material voltado diretamente para esse tipo de formação,
agradeço! Que a Graça e a Paz de Jesus Cristo continue fortificando a missão
de todos vocês!
Jorge Lyra Firme
Vila Velha - ES
Jorge,
obrigado pelo seu incentivo e pelos belos textos que nos envia. Como já
comunicamos, vamos criar uma página com estes textos, que poderão ser usados
em momentos de mensagem ou até mesmo como motivação em homilias. Sobre
música e músicos, vamos trabalhar mais seriamente neste sentido. Para o
momento, sugiro que comecem estudando o Estudo da CNBB n. 79 - "A música
litúrgica no Brasil". Este trabalho está ótimo e poderá orientar seus
músicos a cantar a liturgia e não apenas a cantar na liturgia, como muitos
ainda teimam em fazer.
07. Missa
para as crianças
Vocês estão nos ajudando muito. Nossa equipe de liturgia e celebração
têm crescido a cada dia. Estou apaixonada pela liturgia e sedenta de aprender.
Preciso de ajuda para uma celebração com crianças. Em nossa paróquia havia
missa especial para as crianças mas agora não temos mais. A comunidade sente
falta. Eu, por exemplo, tenho um filho de 6 anos e sinto que ele está
desmotivado com relação às missas. Será que vocês podem me ajudar? Espero
ansiosa... Já vou efetuar o depósito para receber as propostas celebrativas de
fevereiro.
Obrigado
pelo seu elogio que é sempre um incentivo para nosso trabalho. Você, Luci,
não é a única a pedir material para a missa com crianças. Por isso,
sugerimos que você adapte nossas propostas à missa com crianças. Na missa com
crianças é possível usar os símbolos propostos, adaptar as orações dos
fiéis, adaptar o ato penitencial, adaptar a homilia em forma de história e
assim por diante. Com as adaptações que a missa com crianças sugere, cremos
ser possível fazer uma boa celebração. Não é o ideal, mas é sempre um
começo. Uma segunda coisa: a missa com crianças está se tornando uma dor de
cabeça em muitas comunidades. Isso acontece por vários motivos, e dois deles
saltam aos olhos: o desconhecimento da finalidade da missa com crianças e a
falta de criatividade e comunicação nestas missas. Quando não se conhece a
finalidade de uma celebração pedagógica, como é o caso da missa com
crianças, fica difícil fazer algum trabalho a longo prazo. Quando se permanece
com as mesmas idéias de 20 anos atrás, quando apareceu a missa com crianças,
é claro que o cansaço aparece e a comunicação, tanto da parte do padre como
da parte da equipe de celebração fracassa. É este o motivo que lançamos um
debate em nosso site sobre Missa com crianças. Esperamos que daqui a alguns
dias possamos encontrar algumas linhas de ação para o bem destas
celebrações.
06.
Como
obter as propostas, se não tenho conta nos bancos mencionados?
Agradeço por todos os e-mail que o SAL tem me
mandado. Gostaria de esclarecer uma dúvida: eu não tenho conta nos bancos
mencionados. Para fazer um "doc bancário" não compensará. Posso
fazer o depósito no Bradesco e passar o recibo por fax? Vocês me mandam as
propostas por e-mail? Apresentei o proposta do 5º domingo para a pastoral de
liturgia e eles gostaram muito de
todo o contexto.
Eliane
É
muito simples! Você deposita a quantia na conta de um dos bancos mencionados e,
no momento de preencher a ficha de pedidos, escolha, na ficha, o nome do banco
e, no item n. do depósito, você preenche com o número do depósito. Nós
verificamos o número no banco mencionado e enviamos a proposta. Ficamos
contentes que o ministério da liturgia tenha gostado e aprovado nossas
propostas. Esperamos ajudá-los e ser úteis com nosso trabalho.
05.
Quando posso ter acesso às próximas
propostas litúrgicas?
Fiz a
transferência para o Banco Itaú. Gostaria de ser informado sobre as próximas
propostas litúrgicas.
Roberto
Rodrigues
São Paulo - SP
Nós
colocamos as propostas no ar e disponibilizamos entre os dias 15 a 20. Isso se
nada de errado acontecer com as máquinas e com a internet. Todos os sábados,
nós atualizamos a página com reflexões da liturgia semanal.
04. Número de leituras na missa
Um dos Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística de nossa paróquia me pediu esclarecimentos sobre a seguinte questão:
— Por que as missas dominicais têm três leituras (1ª., 2ª. e Evangelho) e as missas dos dias de semana, somente duas (1ª. e Evangelho)?
Tenho estudado bastante sobre liturgia, porém, fiquei sem ter uma resposta esclarecedora e convincente. E não encontrei a resposta nos diversos livros e documentos sobre liturgia. Gostaria, portanto, da ajuda de vocês para esclarecer essa questão.
Diácono Juarez
São Mateus - PR
Primeiramente, uma pequena correção quanto às leituras da Liturgia da Palavra nas missas. Aos domingos são 4, pois o Salmo Responsorial, apesar de não ser uma leitura propriamente dita, é um texto da Palavra de Deus que se proclama na assembléia litúrgica eucarística. O mesmo acréscimo vale para as missas semanais.
O motivo é pastoral: para que a Palavra de Deus possa ser mais largamente distribuída ao povo de Deus. Por este motivo também, os domingos foram divididos em "3 anos" — A, B, C — nos quais se lê um evangelista em cada ano. Diz o Ordo Lectionum Missae: "O fato de que para os domingos e festas se proponha um ciclo de três anos é para que haja uma leitura mais variada e abundante da Sagrada Escritura, já que os mesmos textos não voltarão a ser lidos, a não ser depois de 3 anos." (OLM 66, # 2).
A diferença entre o número de leituras no Domingo e nos dias da semana está na solenidade. O Domingo é o dia, por excelência, da eucaristia e da reunião litúrgica. Soleniza-se, pois, com um maior número de leituras. As missas semanais tem a característica de serem simples e breves, com pouco cantos e mais meditativas.
03. Velas da coroa do Advento
Participo da equipe de liturgia em minha paróquia e no advento fiquei curiosa em saber qual o significado das cores referente as velas da Coroa do Advento. Já perguntei a diversas pessoas mas elas também não sabem.
Célia Regina Dias /Paróquia Nossa Sra.Aparecida
Santos/SP
Não existe um significado específico sobre as cores das velas numa coroa do advento. Pode-se usar as cores que se quiser, pois a finalidade é a beleza artística das velas. Algumas comunidades destinam a cor rósea para o 3º Domingo do Advento, que é a cor litúrgica daquele domingo. Afora isso, as cores das velas são somente para tornar a coroa mais bonita e manifestar assim a alegria da proximidade do Natal.
02. Funções de um coordenador da Pastoral Litúrgica
Um "FELIZ NATAL" a todos, com muita paz e muito amor. E que esta página litúrgica continue com muito sucesso. Gostaria de adquirir o livro "Pastoral Litúrgica" - Pe. Serginho Valle e qual é o preço do mesmo? Gostaria que me orientasse quais as funções de um coordenador da Pastoral de Liturgia.
Yolanda
Barretos - SP
O Livro "Pastoral Litúrgica" foi publicado pela Editora Loyola e é lá que você poderá adquiri-lo. Não temos o preço do mesmo, mas passamos os endereços para que você possa entrar em contato com a Loyola: loyola@ibm.net. E, por fax: (11) 6163 - 4275; por telefone: (11) 6914 - 1922. Para seu conhecimento, este livro alcançou, neste mês de dezembro, a 4ª edição, um bom número de exemplares em se tratando de um Livro de Liturgia.
01. Celebrações semanais
É com muita alegria que lhe faço este primeiro contato pela internet. Hoje venho pedir-lhe, que me indique, como e onde encontrar propostas para celebrações semanais, pois tudo que encontramos é para as celebrações dominicais. Agradeço antecipadamente e aguardando sua resposta.
Terezinha Fugita
Espero que você tenha lido a resposta acima sobre as missas semanais. As missas semanais são, por natureza e por uma questão de pastoral litúrgica, mais breves e mais simples. Tem um certo ar de "meditação". É por isso, que não se fazem, nas missas semanais, 3 leituras, não se canta o glória e nem se faz a profissão de fé. Nestas missas, da mesma forma, não se deveria cantar todas as partes fixas... O ideal é que o padre diga uma breve palavra (nem homilia seria) para ajudar na meditação dos fiéis. Tudo isso por que? — Porque a grande celebração eucarística (solene, se quiser) é reservada para o domingo.
Quanto a estas propostas de meditações, você já as encontra em nossa página, no link "reflexões diárias", na nossa página principal.