perguntas   perguntas

 

025. Ofertar somente a Deus
Utilizando as sugestões do SAL para o momento da procissão das ofertas, houve impasse. Houve questionamento de algumas pessoas, com relação a apresentação da vela à  assembléia.  Aliás,  quando  se  faz  apresentação de alguns símbolos na procissão  sempre  é  feita  essa  apresentação à assembléia. Há quem tenha participado  de  Cursos  de  Liturgia  e que diga que o correto é não fazer isso.  E justificam dizendo que as ofertas ou oferendas devem ser (e são de fato)  feitas a Deus. Nosso padre foi categórico: "nada de ficar apresentando objetos á assembléia. Faz a procissão, apresenta ao presidente da  celebração  e  ponto".  Outros  rebatem dizendo que, na verdade há essa atitude  de  apresentar  para  que  todos  vejam, pois nem sempre durante a procissão conseguem.

- Enfim, o que deve ou pode ser feito? Apresentar à assembléia é certo  ou  não?  O  que  deve  ser  levado  em  conta é o objeto ou o símbolo apresenta ou o motivo da apresentação?

 Diácono Juares Celso Krum
São Mateus do Sul - PR
Diocese de União da Vitória - PR

 Prezado Diácono Juarez
Se for o Pe. Gilson, que trabalhou (ou trabalha) em Curitiba, conheço ele de alguns trabalhos que realizamos juntos em encontros de liturgistas. O comentário dele procede, quanto ao princípio litúrgico de apresentar as ofertas a Deus. Ele está certo, quanto a isso. O que está sendo esquecido é o gesto simbólico da apresentação das ofertas.  Quando fazemos um gesto de apresentação na celebração litúrgica, desde a reforma do Vaticano II (1963), este gesto é feito de frente para o povo, o que significa, do ponto de vista da teoria da comunicação, princípio este que é partilhado pela comunicação litúrgica, que os dons também são apresentados à assembléia. Por um princípio óbvio, todos vêem os dons sendo apresentados.
A assembléia, ao ver a apresentação dos dons, QUE É FEITA A DEUS, é convidada a participar deste rito com o olhar, acompanhando a oração e, (quando é o caso) cantando o canto das oferendas. Por isso, oferece-se a oferta a Deus e nós participamos deste oferecimento vendo a apresentação. Na comunicação litúrgica este processo chama-se comunicação teândrica (theós + antropós = a Deus com o jeito humano, poderíamos traduzir, neste caso).

 Na minha sugestão da criança com a vela, observe que usei o termo APRESENTA A VELA A COMUNIDADE... em nenhum momento eu me referi a oferecer a vela a comunidade. A criança (ou quem assim fizer com outros símbolos) ao apresentar os dons à assembléia, como que partilha com a assembléia aquilo que será oferecido ao Pai.  Por isso, quem aprendeu que oferecemos os dons ao Pai, está certo, mas não pode esquecer a outra parte do rito, que é a contribuição humana, em modo comunicativo, para que também esta "seja uma oferta agradável a Deus Pai, todo-poderoso. 

Serginho Valle

 

024-Material sobre cerimoniais
Sou coordenadora de um grupo de 16 coroinhas em nossa paróquia. Tenho encontrado dificuldade, pois não encontro material que ensine Cerimoniais. Por exemplo: como usar turíbulo, quantas vezes toca-se a sineta... Nos reunimos semanalmente e não conto com nenhum seminarista  para tirar essas dúvidas. Existe algum livro que trate desse assunto?  Seria possível ter fichas de estudo com esse tema? Obrigada.

 Helena - SP

Maria Helena,
Obrigado pelas sugestões para as fichas de estudo a propósito das atividades celebrativas dos coroinhas na missa. No momento, estamos preparando as fichas de estudo com os temas da Semana Santa. Depois disso, que deverá ser muito em breve, estaremos trabalhando nesses temas mais práticos da celebração.
 

023. Missas divididas por período
Na reunião mensal, as pastorais solicitam para que as missas sejam dividas por períodos semanais e entregues a respectiva pastoral para elaboração da liturgia, canto, etc. Ocorre que nem sempre sai organizado, faltam grupos de cantos e as pessoas que participam das missas parecem não preparadas para a celebração. Pretendo mudar no próximo encontro (sábado que vem) para trazer de volta participantes leigos da comunidade, com o intuito de vitalizar a liturgia nas celebrações. Qual a opinião do SAL neste caso? 

A organização da Pastoral Litúrgica, normalmente compreende duas equipes:

Equipe Litúrgica e Equipes de celebrações. A Equipe Litúrgica organiza toda a pastoral litúrgica da comunidade, isto é tudo aquilo que se refere a celebrações, ensaios de cantos, procissões, cursos, estudo de liturgia, etc. As equipes de celebrações, por sua vez, ocupa-se com uma única celebração. Estas são formadas para preparar e animar uma determinada celebração. Nas equipes de celebrações participam os leitores, músicos, comentarista, etc.

            Por isso, o modo de organizar essas equipes de celebrações poderá ser de acordo com a facilidade da comunidade. Pode ser por pastorais, por movimento ou, como é nossa é nossa idéia, com equipes especialmente formada para cada celebração. Assim a missa das 10h teria uma equipe de celebração, a missa das 17h outra equipe, os batizados outra equipe de celebração, e assim por diante. Quem organiza tudo isso é uma equipe central, formada por 5 ou 6 pessoas que nós chamamos de Equipe Litúrgica.

            Mais informações sobre este assunto, consulte o Livro: Pastoral Litúrgica, uma proposta um caminho, ed. Loyola.

23.1 Cantos com cifras
Gostaria de receber também, juntamente com a proposta litúrgica, os cantos com as cifras para treinar nossos filhos (teclado e guitarra). Hoje temos nas celebrações, "puxadora"de canto, onde acaba não tendo participação ativa e espontânea da comunidade. Mas por enquanto procuro ajuda em outras comunidades e está dando certo, até nossos filhos, juntamente com mais participantes estarem preparados ( acreditamos que somente em maio, no domingo das mães, estarão mais preparados e maduros para o canto ). No aguardo de seu contato, agradeço ao Senhor por colocarem vocês em nosso caminho !! Coragem, Vitalidade, Unidade, enfim Muito AMOR ao seu grupo de trabalho !!!
As músicas cifradas você pode encontrar neste endereço: www.cmcatolico.cjb.net

 

Gilson, Rejani, Lucas e Lincoln
Biguaçu-Santa Catarina

 

022. Comportamento dos ministros da eucaristia e da  Palavra
Qual a opinião do SAL a respeito dos ministros transitarem no presbitério diante do sacrário e do altar durante a celebração? Quando e em qual direção deve ser feita a genuflexão ou uma simples reverencia inclinando o corpo? E quanto a             assembléia transita dentro da igreja, qual a orientação?  

Arlete - SP

 

O princípio do gesto litúrgico é este: para o sacrário se faz genuflexão e para o altar se faz reverência com inclinação profunda. Durante a celebração os ministros deveriam passar na frente do altar, da esquerda para direita, fazendo reverência ao altar. Por isso, um princípio “cerimonial” da liturgia não prevê que os ministros passem entre o altar e o sacrário.  

Como se pode perceber, isso traz alguns inconvenientes: pessoas passando constantemente a frente do altar, atrapalham a assembléia celebrante; existem aquelas pessoas que fazem bem os gestos, o que é motivo de distração e assim por diante... A solução para este caso é dupla: seguir o modelo de espaço celebrativo sugerido pelo Vaticano II e, segundo, posicionar bem os ministros. 

O modelo de espaço celebrativo prevê que nas igrejas não haja sacrário; este deveria estar numa capela, chamada capela do Santíssimo. O segundo é o modo prático: os leitores têm suas cadeiras posicionadas próximas ao ambão, os que ajudarão a distribuir a comunhão terão lugares que facilitarão a aproximação do altar. 

A regra geral, contudo, nunca deverá ser esquecida: os ministros devem “transitar” na celebração somente naqueles momentos que lhe competem para não fazer do presbitério uma passarela.

 

021. Dia do sacerdote
Na sugestão para a missa da Ceia do Senhor, diz que é neste dia o verdadeiro dia do padre. Eu já vi em outros livros e até um padre já me falou que na verdade seria a instituição do sacerdócio como um todo, onde todos os batizados seriam incluídos. É isso?

Jefferson – João Pessoa - PB

Prezado Jefferson,
De fato, o dia da instituição do sacerdócio é a Quinta-feira Santa e, por este motivo é que estou dizendo que este é o dia do padre , entendido como sacerdócio ministerial. Isso inclui também o bispo. O sacerdócio comum, do qual todos os fiéis fazem parte acontece mediante o batismo. Isso ajuda a entender que não se trata do sacerdócio comum, do qual todos os batizados fazem parte. A Quinta-feira Santa celebra a instituição do sacerdócio ministerial.
Quando se diz que o dia 4 de agosto é o dia do padre, na verdade se faz uma pequena confusão, visto que São Cura D´Ars é o padroeiro dos párocos e como tal ficaria de bom tamanho se neste dia fosse celebrado apenas o dia do pároco. Contudo, como muitos gostam de festa, não é pecado nenhum celebrar os demais padres neste mesmo dia.

SerginhoValle 

0.20 Silêncio na hora da consagração
Ouvi dizer que no momento da Consagração, quando o padre eleva o pão e depois o vinho, não se deve dizer nada.Na maioria das comunidades que conheço as pessoas dizem: "meu Senhor e meu Deus" Realmente é isso mesmo? Este momento é um entre os momentos que devemos nos silenciar na missa? Se eu estiver certo, qual é o motivo do silêncio?

Jorge Lyra Firme

 Você está certo! Este é um momento para se fazer silêncio na missa.

Já tive oportunidade de tratar desse assunto, em nossa página, quando respondi aos músicos, chamando atenção daqueles músicos que gostam de fazer fundo musical no momento da consagração.

            O primeiro motivo: este é o momento do Espírito Santo e, na liturgia, os momentos "epicléticos"(momentos da invocação ao Espírito Santo), realizam-se em silêncio. Você tem exemplos disso no rito batismo, quando o padre impõe as mãos nas crianças; no rito do crisma, no rito da unção dos enfermos, no rito da ordenação diagonal, sacerdotal e episcopal. No rito da consagração, na missa, o rito da imposição das mãos é acompanhado com a voz da Igreja, que intercede ao Pai para que envie o Espírito Santo, a fim de que as ofertas se tornem Corpo e Sangue do Senhor. Ora, a partir deste momento, tudo silencia... todo o rito é feito em silêncio. Então o primeiro e principal motivo é este: por ser o momento da ação do Espírito Santo E diante desse momento, é nosso dever calar e contemplar.

            O segundo motivo é o rito em si. A celebração litúrgica compõe-se de ritos para cantar, para rezar, para ouvir, para falar, para caminhar, para gesticular, para ajoelhar-se e para silenciar. O caso da consagração é este último. Naquele momento, a assembléia silencia porque está num momento contemplativo. Ou seja, o momento é tão solene, tão repleto do temor do Senhor, que não existe palavras, mas somente a contemplação silenciosa. O rito pede uma contemplação silenciosa.

            O terceiro motivo é uma pergunta: por que as pessoas dizem a jaculatória? Antigamente, quando a missa era celebrada em latim e as pessoas não entendiam quase nada, os catequistas e alguns padres ensinavam que no momento da elevação do Corpo e Sangue do Senhor era para fazer uma profissão de fé, com as palavras de São Tomé. Depois, a teologia do Vaticano II, explicou que aquele momento não é de adoração, mas momento memorial, quer dizer, quando a Igreja faz memória do Mistério Pascal de Cristo ao Pai e à assembléia celebrante. Isso acabou sendo esquecido em nossos dias e a ignorância celebrativa e, mais precisamente, a ignorância litúrgica retomou um resquício do passado devocionalista para ser introduzido neste momento. Culpa de quem? De todos nós que não explicamos ao povo como celebrar o momento da consagração e culpa daqueles que fazem da eucaristia um devocionalismo e não uma celebração do Mistério Pascal de Cristo.

            O que fazer agora? Recomeçar a catequese e explicar ao nosso povo o motivo pelo qual devamos silenciar no momento da consagração. O povo vai entender e agradecer, meu caro Jorge.

Serginho Valle 

FEVEREIRO DE 2001

 

019 - Música Litúrgica
Iniciamos um bate-papo com as equipes de canto das cinco comunidades da Paróquia Nossa Senhora da Glória (Vila Velha - ES). Estamos estudando um material que pegamos na internet - Dimensão Litúrgica do Canto. No encontro surgiram algumas dúvidas. Gostaríamos de alguns esclarecimentos, com as perguntas que seguem abaixo:

Jorge Lyra Firme
Vila Velha - ES

19.1 - Onde dentro da Missa ou Celebração da Palavra pode-se cantar um canto do Espírito Santo? Foi levantado esta questão porque uma comunidade, logo após o sinal da cruz, dando início a celebração, cantava um canto do Espírito Santo, e disseram para eles que dentro da celebração não cabia cantar a música do Espírito Santo.

  Inicialmente, é preciso distinguir a dinâmica celebrativa de uma missa e de uma celebração da Palavra. Esta última pode comportar elementos que, na missa, poderiam ferir o espírito celebrativo litúrgico. Por isso, vamos considerar alguns pontos, antes de  uma conclusão:
1 - Existem algumas celebrações litúrgicas que comportam a invocação ao Espírito Santo em forma de canção dentro da missa. É o caso das liturgias de ordenações de diáconos, padres e bispos. Num determinado momento da celebração, o Espírito Santo é invocado através de um canto.

2 - Isso não acontece nas demais celebrações eucarísticas por alguns motivos:
- não existe celebração litúrgica sem a ação do Espírito Santo. A celebração litúrgica, na sua totalidade, é toda ela, por si mesma, uma ação do Espírito Santo; isso já leva a pressupor que não há necessidade de invocar o Espírito Santo por meio de uma canção antes da missa começar ou depois do sinal da cruz, pois os celebrantes
sabem com toda certeza que estão reunidos na unidade do Espírito Santo.

- Durante a celebração da eucaristia, a invocação ao Espírito Santo acontece de modo explícito na Oração Eucarística. Esta invocação leva o nome teológico de "epíclesis" - invocação. O presidente da celebração diz claramente: "enviai vosso Espírito, a fim de que nossas ofertas...." Podemos dizer que este é o momento central da
invocação do Espírito Santo. No caso do canto, se o padre souber cantar, ele sozinho poderá fazer esta invocação cantando.

- Um terceiro fato é a ação silenciosa do Espírito Santo na celebração. A teologia litúrgica ensina que o silêncio, durante a celebração, é o local do Espírito Santo. Ou seja, o Espírito Santo age "manifestadamente" durante o silêncio. Durante o rito de ordenação, por exemplo, na hora da imposição das mãos sobre o ordenado (invocação do Espírito Santo) é feito silêncio total. O mesmo acontece na missa. Por isso, cantar músicas ou fazer solos em momentos que o silêncio faz parte do rito, é invadir o "espaço celebrativo" da manifestação do Espírito Santo.... muitos músicos ainda não entenderam isso... e cantam e tocam
instrumentos nestes momentos. (Que Deus os perdoe).

- Por fim, é preciso considerar que toda a Liturgia é dirigida ao Pai, por Cristo, na unidade do Espírito Santo. O louvor litúrgico, portanto, é para o Pai e esse louvor chega ao Pai graças ao fato de estarmos unidos (celebrando na unidade) pelo  Espírito Santo. Isso já é próprio da celebração e carece, pois,  cantar algum canto para invocar o Espírito Santo.

Estes elementos, creio eu, já são suficientes para demonstrar que não há necessidade para introduzir uma música ao Espírito Santo durante a missa. Sobre cantar uma música de invocação ao Espírito Santo, logo após o sinal da cruz, fica sem sentido, mesmo porque, o sinal da cruz, no início da missa, diz que estamos reunidos em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Podem crer que isso é verdade! 

Agora, é preciso dizer quem em algumas celebrações, como é o caso nas missas que se celebram o sacramento da crisma,
a missa do domingo de Pentecostes,  pode-se cantar uma música invocando o Espírito Santo, depois da homilia ou mesmo no momento da oração dos fiéis. (Isso em algumas ocasiões). O que digo acima são considerações baseadas na teologia Litúrgica. 

19.2 - Se realmente não cabe cantar uma música do Espírito Santo dentro da celebração, e antes, quando as pessoas estão chegando, pode-se cantar?
Certamente, que se pode cantar um canto ao Espírito Santo antes da missa. A questão, neste caso é outra: o que é mais útil fazer antes da missa? ficar cantando, rezando terço, afinando instrumentos, testando microfones, colocando flores na igreja ou criar um clima de silêncio e
tranqüilidade para que, os que vierem celebrar, possam "descansar" no Senhor e iniciar a missa tranqüilamente? É esta a pergunta que se deve colocar. Os músicos são imprescindíveis nas celebrações, mas eles devem aprender a respeitar o silêncio... não se pode cantar o tempo todo.


19.3 - A outras questão é referente ao hino do Glória. Houve uma "discussão" sobre a letra do Glória, se deveria mencionar o Pai, o Filho e o Espírito Santo, pois no texto que estamos estudando diz "O glória não constitui uma aclamação trinitária, mas deve ser, antes de tudo, uma manifestação da louvor a Deus-Pai e ao Cordeiro". Algumas pessoas deduziram que não é necessário mencionar a Santíssima Trindade.

Esta é uma questão polêmica na Liturgia. Os
liturgistas opinam de modos diversos. O glória, na realidade é uma "doxologia" - um louvor ao Pai. De fato, a poesia do glória destaca: nós vos louvamos, adoramos, glorificamos, vos damos graças... e conclui-se com a súplica, um louvor ao Cordeiro de Deus e uma profissão de fé a Cristo como Deus e Senhor, quando diz: "só vós sois o Senhor, o santo, o altíssimo... ou seja, a vítima santa (Cordeiro de Deus) que nos purifica e nos salva e, ao mesmo tempo, Ele é o "Kyrios", aquele que foi constituído Senhor por Deus Pai. O Espírito Santo, na poesia do canto do glória, é aquele que faz com que este louvor seja santo e possa chegar ao Pai. Por isso, no final se canta: "na unidade do Espírito Santo".

          Como se pode perceber, o canto do glória não é um louvor trinitário, como existem algumas músicas que dizem: glória ao Pai... glória ao Filho.... glória ao Espírito Santo.
          Por que acontece esse problema? - Primeiro porque este é um hino teológico e cada uma das palavras tem um fundamentação bíblica. Segundo, porque este hino mantém a característica de ser bem "romano", quer dizer, resume em uma palavra, de forma concisa, uma teologia ou mesmo um modo de expressar-se teologicamente. Como muitos dos nossos compositores não conhecem muito bem a teologia litúrgica e o esquema da linguagem litúrgica, acabam fazendo musiquinhas para o canto do glória e o chamam de "Hino de louvor", quando o glória é, em si, um rito de glorificação ao Pai e ao Filho, na unidade do Espírito Santo em forma de canção.


Sugerimos que para o seu estudo, vocês trabalhem sobre o ESTUDO 79 da CNBB: A MÚSICA LITÚRGICA NO BRASIL

Serginho Valle

018 - Reflexões para a liturgia diária
Amigos,
Eu gosto de ler o evangelho e a explicação do mesmo todos os dias. Eu fazia isto, lendo no Mundo Católico, depois de algum tempo o Mundo Católico saiu do ar, sendo assim, eu achei www.católico.com.br, que sempre disponibilizava o evangelho do dia, mas este também não está mais com esse serviço. Será que vocês sabem algum lugar que eu possa achar esse serviço?

 Um beijo, com muito carinho a todos.

Sônia -
Bebedouro - SP

Sônia,
Nossa página procura prestar este serviço através de breves reflexões diárias. Não estamos colocando o texto bíblico, pois entendemos ser mais proveitoso ler o texto da própria Bíblia. Este é o motivo pelo qual você encontra as indicações das leituras bíblicas de cada dia.

 

017 - Que o SAL dure muito tempo
Gostei muito da proposta celebrativa lançada por vocês. Gostaria de saber se este projeto é permanente; se haverá para o ano inteiro, se é possível fazer uma assinatura anual ou semestral e qual o tipo de recibo que vocês fornecem. Muito obrigado!

Pe. Ilário Flach
Paróquia Menino Jesus de Praga
Porto Alegre
( RS)

 

Pe. Ilário,
Nós pretendemos prestar um serviço durante todo o ano e, com a graça de Deus, esperamos que este serviço tenha longa vida. Quanto à assinatura, estamos com alguns problemas de ordem burocrática, digamos assim. Esperamos que depois da Páscoa tudo esteja resolvido. Assim que acertarmos os ponteiros, estaremos prontos a fazer assinaturas e emitir recebidos... tudo pela internet, é claro.

 

016 - Quando os músicos devem comungar
Estou utilizando o e-mail, para esclarecer uma dúvida que surgiu em nossa reunião. Liturgicamente, qual o momento certo para  os músicos comungarem: antes ou depois da comunidade? Se for depois eles devem parar a música quando a fila estiver terminando, e ir até o ministro, ou  o mais correto seria o ministro ir até os músicos? 

Arlete Aparecida Bernal
São Paulo - SP

Arlete e equipe
Os músicos devem comungar depois que toda a assembléia comungou. Por que? Durante a celebração da missa, os músicos estão exercendo um ministério, isto é, um serviço em favor do povo. Assim que o padre terminou o convite para a comunhão e o povo respondeu "Senhor eu não sou digno..." o músicos começam a cantar.

Depois, quando todos comungaram, os músicos param de tocar e comungam. Tem início o silêncio após a comunhão, que faz parte do rito da comunhão.

No que diz respeito a ir ao centro da igreja para comungar, ou o ministro ir até eles, depende da praticidade da igreja. Em algumas igrejas os músicos estão apertados num ângulo da igreja, que sair dele seria uma trabalho e tanto. Depois que os músicos comungaram, depois deste tempo em silêncio, se quiseram cantar uma música de agradecimento, então sim, o momento seria este.

015 - Celebração de envio de catequistas na quaresma
Tenho urgência de uma sugestão de celebração da missa de apresentação de nossos catequistas (missa do envio) no dia 11/03/01 e pretendo adquirir junto as propostas celebrativas de março. Por favor, me ajudem!

Marli R. M. Eslompo

Marli,
desculpe nossa demora, mas não recebemos nenhum e-mail seu pedindo sugestões para a missa de envio de catequistas. De qualquer modo, seguem as sugestões:
1 - Procurem manter o clima de quaresma que é o da moderação e da serenidade. Uma vez que casamentos e batizados são prescritos para serem celebrados moderadamente, o mesmo deverá acontecer numa celebração do envio.
2 - Utilizem o texto do domingo, 2º domingo da quaresma, que é o da transfiguração do Senhor. É muito rico em conteúdo para uma missa de envio. Nossas propostas celebrativas ajudarão você neste sentido.
3 - Como motivação do envio, recordem aos catequistas que eles não devem permanecer no Tabor, lá no alto, mas trazer seus dirigidos para o chão do dia-a-dia e ali viver o evangelho de Jesus.
4 - Como símbolo, apresentem a Bíblia, uma vez que no evangelho o Pai declara:
"este é o meu Filho amado, ouvi-o". O catequista é aquele que ouve Jesus Cristo, que fala pela Bíblia, todos os dias. Outro símbolo é uma vela acesa, que todos podem receber, sinal que são enviados para iluminar com a luz de Cristo todos que estiverem sob sua responsabilidade.
5 - Na temática da Campanha da Fraternidade de 2001, os catequistas estarão sempre comprometidos com a vida e nunca com a cultura de morte. Creio que de um modo muito "quaresmal" (entenda-se moderado) você poderá preparar uma boa celebração com os seus catequistas.

 

014 - Casamento na quaresma
Gostaria de saber se a Igreja Católica pode celebrar casamentos durante a Quaresma.

Andrea Regina Furtado

Andrea,

não existe nada contra que se celebrem casamentos durante a quaresma. A Igreja pede, contudo, que os casamentos sejam celebrados de maneira simples, sem muita pomba, isto é, sem muitos enfeites e sem muita música. É uma celebração mais moderada, diferente daquelas que estamos acostumados a ver. Algumas comunidades, para evitar mal entendidos de que um pode ter uma festa bonita e grandiosa e outro mais simples, não realizam casamentos na quaresma. É uma opção pastoral da paróquia.

 

013 - Domingo de Ramos ou sábado de Ramos
Durante uma reunião de nossa equipe surgiu uma dúvida: que missa deverá ser celebrada no sábado, véspera do Domingo de Ramos?

Ademir Rogério da Paixão

Prezado Ademir,

segue-se aquilo que é a prática da divisão do tempo, no Ano Litúrgico. O dia litúrgico tem início na véspera do dia anterior. Por isso, sábado à tarde, para o "tempo litúrgico", já é domingo. Isso nos leva a entender que a missa das vésperas do Domingo de Ramos será celebrada com o formulário da missa de Domingo de Ramos.

            As orientações, no Missal e no Diretório Litúrgico, explicam que deve ser feita somente uma procissão de ramos, na missa principal. Nas demais missas, pode-se abençoar os ramos, mas sem realizar a procissão. (Cf. os diferentes modos de fazer a entrada e a bênção dos ramos desta missa no Missal Romano, p. 220). Por este motivo, sugerimos que não se faça nem a procissão, nem a bênção de ramos na missa vesperal, do sábado à tarde. É um meio pastoral de convidar toda a comunidade para celebrar juntos o início da Semana Santa.

            Para esta celebração é proclamado o evangelho da entrada triunfal do Senhor (bênção de ramos) e, no momento da missa, o evangelho da Paixão do Senhor. Do ponto de vista pastoral, a Equipe Litúrgica poderá optar entre os dois evangelhos, embora nos pareça mais oportuno o evangelho da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, tendo em vista a preparação do Domingo de Ramos.

            Uma última observação. A bênção dos ramos está intimamente ligada à missa; é parte do rito desta missa. Por este motivo, não se abençoam ramos (palmas) fora da missa, como vimos, ano passado, um padre benzendo ramos num programa de televisão de auditório de grande audiência.

012- Cadê as figuras?
Recebi a liturgia do mês de fevereiro, tudo bem. O que me deixou em dúvida foi o fato de não ter recebido também os arquivos de figuras. Normalmente quando faço cópia da liturgia do primeiro domingo (grátis), diretamente da internet, são baixados arquivos das figuras. E desta vez quando você fez a remessa, as figuras não acompanharam.
Pode parecer irrelevante, porém existem algumas utilidades para estas figuras. Por exemplo, neste domingo, imprimi à cores numa transparência a figura dos apóstolos pescando e projetamos durante a celebração.

Clávio José Zanin
Curitiba - PR

Ultimamente deixamos fora estas figuras por questões práticas. O nosso provedor, O Bispado de Rio Preto, pediu que não colocássemos muitas figuras para não pesar demais a página e assim não sobrecarregar as máquinas. Estamos pensando como podemos solucionar este problema e ajudar as comunidades.

 

011- Paramentos eclesiásticos e suas utilidades 
Gostaria que me ajudassem a conhecer mais a respeito das vestimentas usadas pelos papas, cardeais, bispos, padres, diáconos e coroinhas. Quando vejo os mais diversos tipos de roupas, usadas pelos mesmos, em certas ocasiões, como os símbolos bordados nelas, não faço a mínima idéia para que serve. Por favor me indiquem algum site, livro, ou me enviem informações sobre: paramentos eclesiásticos e suas utilidades seus símbolos e ocasiões em que são utilizados

Jorge dos Santos

 

Livros de símbolos e sinais litúrgicos existem alguns publicados no Brasil. No ano passado, fui convidado pela Editora Loyola a fazer um dicionário para responder às suas questões. No ano passado não tive coragem de enfrentar essa empreitada. É muita coisa e exigirá muita pesquisa. Por isso, nosso trabalho será um pouco mais lento, mas creio que, pouco a pouco, poderemos satisfazer a curiosidade de nossos inter-amigos. Vamos publicar

 

010. Cantos obrigatórios
Gostaria de saber quais as músicas que são obrigatórias na missa

Central do Músico Católico

Inicialmente, vamos cancelar o termo "obrigatório". Na liturgia, se usarmos o termo obrigatório, poderíamos dizer que este está relacionado aquilo que diz respeito à instituição divina: a Palavra de Deus que na celebração litúrgica é insubstituível; o uso dos símbolos sacramentais (água, pão, vinho, óleo...) porque usados por Jesus; a fórmula sacramental que garante a validade do sacramento...
  
Uma vez que as canções nas celebrações ou fazem parte de um rito, ou acompanham um rito ou formam um rito próprio, como é o caso do Glória, estas não têm um caráter de obrigatoriedade. Mesmo porque, uma missa poderá ser celebrada silenciosamente, sem que se cante nenhuma canção. Não estamos discutindo se será bonita ou chata; isso é outra questão.
   
Por isso, quem se ocupa do ministério da música na liturgia deveria colocar a  pergunta de outra forma: como vamos cantar esta missa? Partindo deste ponto de vista, você não vai cantar na liturgia, mas exercerá seu ministério cantando e ajudando a assembléia a cantar a liturgia, ou cantar a celebração da missa. Isso enquadra a questão das canções litúrgicas na missa com outros olhos.

 10.1 Que cantos cantar? Como cantar?
           
Depende da celebração. Uma celebração da quaresma pedirá músicas e um modo de cantá-las que não será o mesmo da missa do 8o Domingo do Tempo Comum, por exemplo. A celebração de Natal é cantada com um espírito que não é o mesmo da celebração da missa de um funeral, e assim por diante. Cada celebração pede canções e um modo de executá-las próprio.
           
O mesmo acontece com as músicas que acompanham ritos. Como cantar executar um ato penitencial? Como cantar e executar um canto de procissão das ofertas? São as perguntas que deveriam sempre ser feitas pelos nosso pessoal do ministério da música. Não fica bem cantar o ato penitencial acompanhado de percursão e com instrumentos a todo volume, porque o rito leva a assembléia litúrgica a, humildemente,  se colocar diante de Deus para pedir perdão; o hino do glória sim; dependendo da música poderá ter percursão, porque o rito é um grande e alegre louvor a Deus. Não se imagina que o vocal cante a plenos pulmões o Cordeiro de Deus, por exemplo, mas admite-se que coloque mais vibração ao cantar a aclamação do evangelho.
           
Pode-se, inclusive, numa celebração, optar-se em não cantar uma canção para que o rito seja mais valorizado, como por exemplo, o rito da preparação das ofertas. Em vez de cantar, pode-se ouvir o que o padre está rezando ao fazer a apresentação dos dons. É um jeito de valorizar uma música que silenciou para ressaltar os gestos e as palavras do rito.

10.2 - A "obrigatoriedade" é facultativa
           
Falei tudo isso, para mostrar que não existe uma lei de obrigatoriedade para se cantar, necessariamente, esta ou aquela canção da missa. O que deve existir (e se permite, falaria de uma obrigação do músico) é que o músico tenha seus sentimentos sintonizados com o contexto celebrativo, com cada um dos ritos celebrados, com a poesia da música e com a melodia.
  
Já vi músicos cantando a pleno pulmões a música do Pe. Zezinho, "Eu não sou digno", quando a música desenha em sua poesia a cena de se estar diante de Deus, reconhecendo a pequenez e, mesmo assim, convidando Deus para que venha morar em nossa vida. A poesia e a melodia pedem que esta música seja cantada com suavidade.
  
Na ocasião, alguém me disse que era vontade de cantar; acho que era falta de sensibilidade para com a música e para com o momento celebrativo ou ritual. E isso acontece com muita freqüência entre nossos músicos.

 10.3 - O que seria bom cantar?
           
Aqui a pergunta muda de tom. Algumas partes da missa seria bom que fossem cantadas. Elenco: kyrie, glória, salmo responsorial, aclamação ao evangelho, Santo, aclamação do "Mistério da fé", o "amém" da grande doxologia (por Cristo...), Cordeiro de Deus e canto de comunhão.
           
Todas estas são músicas de louvação ou de súplica ao Pai, a quem se dirige a Liturgia. Todas estas músicas acompanham um rito e, quando cantadas, fazem com que o rito se torne mais solene e mais festivo. Por isso, estas músicas, mesmo havendo um coral, deveriam ser cantadas por todos da assembléia e não somente por um grupo. É o que  chamo de Cantar a liturgia.
           
Isso não quer dizer que estas canções que elenquei acima devam ser cantadas em todas as missas. É preciso haver um equilíbrio e saber distribuir as músicas dentro da missa.

10.4- Um exemplo de rito silencioso
           
Algumas canções têm uma finalidade de acompanhar um rito, por isso podem estar presentes na celebração, como é o caso da canção que acompanha a procissão de entrada, no início da missa, e a procissão das ofertas.

Uma missa celebrada para "pedir perdão dos pecados", por exemplo, poderia ser iniciada silenciosamente, e apenas recitar, antes dos ritos iniciais a Antífona de entrada, como pede o Missal Romano. Seria um modo de criar o clima celebrativo para uma missa que exigirá silêncio e humildade ao suplicar o perdão ao Senhor.

10.5 - O caso da canção para o "abraço da paz"
           
Foi introduzido recentemente a canção no rito do abraço da paz. Do ponto de vista litúrgico é estranho, apesar de ser gostoso cantar nesta hora.
  
É estranho porque o abraço da paz tem a finalidade de ser um rito para comungar a paz do irmão, antes de comungar o corpo de Cristo. Isso significa que o rito pede uma atenção total ao irmão, sem distrair-se com canções, palmas ou levantando folhetos. Eis outro momento da celebração que, ao menos de vez em quando, deveria se concentrar no rito e na pessoa com quem partilhamos a paz e não na música.

 10.6 - Quando é preciso silenciar e se canta
           
Algumas partes que são cantadas (em algumas igrejas) deveriam silenciar de vez,  pois desvirtuam o espírito da liturgia. São as músicas que invadem o silêncio litúrgico. O caso mais grave são os solos no momento da consagração e as canções durante a elevação do pão e do cálice. Ali não existe música, pois a liturgia pede um rito de  silêncio contemplativo. O mistério é tão grande que tudo silencia (até mesmo as palavras) e a única atitude ritual, naquele momento, é contemplar o mistério, silenciosamente. A música, se tocada nesta hora, torna-se uma invasora do silêncio litúrgico.
           
É sempre bom recordar que a celebração é feita de palavras, músicas e silêncio. Em algumas, o silêncio parece ter sido banido. É uma pena.
           
Outro momento é o do Salmo responsorial. Aqui não se trata de silenciar, mas de alterar o salmo ou trocá-lo por uma música qualquer. Por ser Palavra de Deus, o Salmo é insubstituível, ou seja, não deve ser trocado por outra canção. Não vejo dificuldade em salmos musicados com poesias atuais, como é o caso do Sl 23, do Fabretti ("Pelos prados e campinas...). Mas trocar o salmo por uma canção de mensagem, ou uma canção bonitinha... ou "qualquer música" não é nada litúrgico.
           
Por fim, um terceiro momento é depois da comunhão. Esta é uma questão relativa, pois é preciso aprender a equilibrar as coisas. Depois da comunhão, a liturgia pede um momento de silêncio. Seria bom que isso fosse respeitado e, depois deste silêncio, se se quiser cantar, então se cante.

10.7 - O que não se canta e poderia ser cantado
           
Um momento da missa que comportaria bem uma canção, de vez em quando, e brevemente, seria após a homilia. Depois da homilia, uma música poderia ajudar a marcar o tema que o presidente da celebração tratou na homilia. Por exemplo: se o padre falou do perdão, depois de um breve momento de silêncio, se poderia cantar uma estrofe da música "O perdão nasceu..."

10.8 - É preciso cantar o canto final?
           
De acordo com a liturgia, a missa termina na hora que o diácono (ou padre) despede a assembléia. Esta despedida é para valer; é para o povo ir embora. Contudo, existe uma tradição de se cantar uma canção que alguns músicos chamam de canto de dispersão da assembléia. (Acho o nome meio estranho).
           
Caso se cante, (e é bom que se cante), a canção deveria ter uma relação ou com o evangelho ou com o mistério celebrado. Se o evangelho falou da missão dos apóstolos, por exemplo, a canção seria com uma temática missionária ou profética. Se fosse uma celebração de Nossa Senhora, a música final poderia saudar Nossa Senhora.
           
O motivo é fácil para compreender. À medida que a assembléia se desfaz, o canto final faz escutar a última mensagem da celebração. Não há necessidade que as pessoas fiquem na igreja, podem ouvir a canção e cantá-la, do mesmo modo, enquanto estiverem saindo.
  
E, para terminar, esta canção final deveria ser tão bem cantada a ponto de fazer com que todos sintam saudade da celebração antes mesmo de irem embora e cheios de vontade de voltar na semana que vem.
 
            É isso, meu caro. Creio que podemos crescer mais neste debate, pois a música litúrgica é sempre um tema apaixonante e há muito que debater. Não fiz um dissertação científica, apenas elenquei e procurei recordar o que o pessoal me pergunta quando ministro cursos por ai.

 Com muita paz!

Serginho Valle

 

09. Folha de cantos
Nas folhas de canto existem músicas que não conheço. É possível  uma referência, arquivo midi, ou hinário litúrgico, sei lá ... Eu gostaria muito de aprender músicas novas, mas sem uma partitura ou sem escutar fica difícil. Agradeço qualquer ajuda nesse sentido.

Renato Pedroza
Rio de Janeiro - RJ

  Como você, outras pessoas julgaram de pouca utilidade ter, somente, a letra das músicas. Tentamos uma nova proposta, sugerindo temas para as músicas dos diversos ritos e liturgias da celebração. Alguns torceram o nariz e preferiram que as letras continuassem. Então,decidimos continuar com a folha de cantos mensal e, pouco a pouco, vamos criar um livro de cantos deixando os mesmos on-line. Quem quiser a letra de uma canção poderá obter junto ao nosso site. Quanto à música gravada no site, isso já é outro departamento, que envolve direitos autorais e coisas do gênero. Por isso, vamos estudar um modo como atender nossos usuários neste sentido. Com respeito às partituras, precisamos ver qual seria o melhor modo para disponibilizá-las na rede, evitando um peso excessivo para a página. Temos contato com algumas pessoas que lidam com música, que ficaram de estudar alguns meios. Por enquanto estamos aguardando e qualquer idéia é uma ajuda e uma luz.


08. Verdadeiros momentos de louvor e ação de graças
Muito obrigado! Os subsídios que têm disponibilizados estão nos ajudando a fazer de nossas celebrações verdadeiros momentos de louvor e ação de graças. Durante este ano estaremos formando as equipes de canto. Se puderem disponibilizar algum material voltado diretamente para esse tipo de formação, agradeço! Que a Graça e a Paz de Jesus Cristo continue fortificando a missão de todos vocês! 

Jorge Lyra Firme
Vila Velha - ES

Jorge, obrigado pelo seu incentivo e pelos belos textos que nos envia. Como já comunicamos, vamos criar uma página com estes textos, que poderão ser usados em momentos de mensagem ou até mesmo como motivação em homilias. Sobre música e músicos, vamos trabalhar mais seriamente neste sentido. Para o momento, sugiro que comecem estudando o Estudo da CNBB n. 79 - "A música litúrgica no Brasil". Este trabalho está ótimo e poderá orientar seus músicos a cantar a liturgia e não apenas a cantar na liturgia, como muitos ainda teimam em fazer.

 

07. Missa para as crianças
Vocês estão nos ajudando muito. Nossa equipe de liturgia e celebração têm crescido a cada dia. Estou apaixonada pela liturgia e sedenta de aprender. Preciso de ajuda para uma celebração com crianças. Em nossa paróquia havia missa especial para as crianças mas agora não temos mais. A comunidade sente falta. Eu, por exemplo, tenho um filho de 6 anos e sinto que ele está desmotivado com relação às missas. Será que vocês podem me ajudar? Espero ansiosa... Já vou efetuar o depósito para receber as propostas celebrativas de fevereiro. 

Lucí
Bebedouro - SP

Obrigado pelo seu elogio que é sempre um incentivo para nosso trabalho. Você, Luci, não é a única a pedir material para a missa com crianças. Por isso, sugerimos que você adapte nossas propostas à missa com crianças. Na missa com crianças é possível usar os símbolos propostos, adaptar as orações dos fiéis, adaptar o ato penitencial, adaptar a homilia em forma de história e assim por diante. Com as adaptações que a missa com crianças sugere, cremos ser possível fazer uma boa celebração. Não é o ideal, mas é sempre um começo. Uma segunda coisa: a missa com crianças está se tornando uma dor de cabeça em muitas comunidades. Isso acontece por vários motivos, e dois deles saltam aos olhos: o desconhecimento da finalidade da missa com crianças e a falta de criatividade e comunicação nestas missas. Quando não se conhece a finalidade de uma celebração pedagógica, como é o caso da missa com crianças, fica difícil fazer algum trabalho a longo prazo. Quando se permanece com as mesmas idéias de 20 anos atrás, quando apareceu a missa com crianças, é claro que o cansaço aparece e a comunicação, tanto da parte do padre como da parte da equipe de celebração fracassa. É este o motivo que lançamos um debate em nosso site sobre Missa com crianças. Esperamos que daqui a alguns dias possamos encontrar algumas linhas de ação para o bem destas celebrações.

06. Como obter as propostas, se não tenho conta nos bancos mencionados?
Agradeço por todos os e-mail que o SAL tem me mandado. Gostaria de esclarecer uma dúvida: eu não tenho conta nos bancos mencionados. Para fazer um "doc bancário" não compensará. Posso fazer o depósito no Bradesco e passar o recibo por fax? Vocês me mandam as propostas por e-mail? Apresentei o proposta do 5º domingo para a pastoral de liturgia e eles gostaram muito  de todo o contexto.

Eliane

É muito simples! Você deposita a quantia na conta de um dos bancos mencionados e, no momento de preencher a ficha de pedidos, escolha, na ficha, o nome do banco e, no item n. do depósito, você preenche com o número do depósito. Nós verificamos o número no banco mencionado e enviamos a proposta. Ficamos contentes que o ministério da liturgia tenha gostado e aprovado nossas propostas. Esperamos ajudá-los e ser úteis com nosso trabalho.

 

05. Quando posso ter acesso às próximas propostas litúrgicas?
Fiz a transferência para o Banco Itaú. Gostaria de ser informado sobre as próximas propostas litúrgicas.

Roberto Rodrigues
São Paulo - SP

Nós colocamos as propostas no ar e disponibilizamos entre os dias 15 a 20. Isso se nada de errado acontecer com as máquinas e com a internet. Todos os sábados, nós atualizamos a página com reflexões da liturgia semanal.

 

04. Número de leituras na missa

Um dos Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística de nossa paróquia me pediu esclarecimentos sobre a seguinte questão:

— Por que as missas dominicais têm três leituras (1ª., 2ª. e Evangelho) e as missas dos dias de semana, somente duas (1ª. e Evangelho)?

Tenho estudado bastante sobre liturgia, porém, fiquei sem ter uma resposta esclarecedora e convincente. E não encontrei a resposta nos diversos livros e documentos sobre liturgia. Gostaria, portanto, da ajuda de vocês para esclarecer essa questão.

 

Diácono Juarez

São Mateus - PR

 

          Primeiramente, uma pequena correção quanto às leituras da Liturgia da Palavra nas missas. Aos domingos são 4, pois o Salmo Responsorial, apesar de não ser uma leitura propriamente dita, é um texto da Palavra de Deus que se proclama na assembléia litúrgica eucarística. O mesmo acréscimo vale para as missas semanais. 

         O motivo é pastoral: para que a Palavra de Deus possa ser mais largamente distribuída ao povo de Deus. Por este motivo também, os domingos foram divididos em "3 anos" — A, B, C — nos quais se lê um evangelista em cada ano. Diz o Ordo Lectionum Missae: "O fato de que para os domingos e festas se proponha um ciclo de três anos é para que haja uma leitura mais variada e abundante da Sagrada Escritura, já que os mesmos textos não voltarão a ser lidos, a não ser depois de 3 anos." (OLM 66, # 2). 

          A diferença entre o número de leituras no Domingo e nos dias da semana está na solenidade. O Domingo é o dia, por excelência, da eucaristia e da reunião litúrgica. Soleniza-se, pois, com um maior número de leituras. As missas semanais tem a característica de serem simples e breves, com pouco cantos e mais meditativas. 

 

 

03. Velas da coroa do Advento

Participo da equipe de liturgia em minha paróquia e no advento fiquei curiosa em saber  qual o significado das cores referente as velas da Coroa do Advento. Já perguntei a diversas pessoas mas elas também não sabem.

 

Célia Regina Dias  /Paróquia Nossa Sra.Aparecida

Santos/SP

Não existe um significado específico sobre as cores das velas numa coroa do advento. Pode-se usar as cores que se quiser, pois a finalidade é a beleza artística das velas. Algumas comunidades destinam a cor rósea para o 3º Domingo do Advento, que é a cor litúrgica daquele domingo. Afora isso, as cores das velas são somente para tornar a coroa mais bonita e manifestar assim a alegria da proximidade do Natal. 

 

 

02. Funções de um coordenador da Pastoral Litúrgica

Um "FELIZ NATAL" a todos, com muita paz e muito amor. E que esta página litúrgica continue com muito sucesso. Gostaria de adquirir o livro "Pastoral Litúrgica" - Pe. Serginho Valle e qual é o preço do mesmo? Gostaria que me orientasse quais as funções de um coordenador da Pastoral de Liturgia.

 

Yolanda

Barretos - SP

O Livro "Pastoral Litúrgica" foi publicado pela Editora Loyola e é lá que você poderá adquiri-lo. Não temos o preço do mesmo, mas passamos os endereços para que você possa entrar em contato com a Loyola: loyola@ibm.net. E, por fax: (11) 6163 - 4275; por telefone: (11) 6914 - 1922. Para seu conhecimento, este livro alcançou, neste mês de dezembro, a 4ª edição, um bom número de exemplares em se tratando de um Livro de Liturgia. 

 

 

01. Celebrações semanais

É com muita alegria que lhe faço este primeiro contato pela internet. Hoje venho pedir-lhe, que me indique, como e onde encontrar propostas para celebrações semanais, pois tudo que encontramos é para as celebrações dominicais. Agradeço antecipadamente e aguardando sua resposta.

 

Terezinha Fugita

Espero que você tenha lido a resposta acima sobre as missas semanais. As missas semanais são, por natureza e por uma questão de pastoral litúrgica, mais breves e mais simples. Tem um certo ar de "meditação". É por isso, que não se fazem, nas missas semanais, 3 leituras, não se canta o glória e nem se faz a profissão de fé. Nestas missas, da mesma forma, não se deveria cantar todas as partes fixas... O ideal é que o padre diga uma breve palavra (nem homilia seria) para ajudar na meditação dos fiéis. Tudo isso por que? — Porque a grande celebração eucarística (solene, se quiser) é reservada para o domingo. 

          Quanto a estas propostas de meditações, você já as encontra em nossa página, no link "reflexões diárias", na nossa página principal.