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PROCISSÃO DE RAMOS |
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| significado dados históricos |
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| A procissão de ramos inicia a Semana
Santa e celebra a messianidade de Jesus Cristo. Com essa celebração, a
Liturgia faz memória da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém.
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Esta
procissão realiza-se no Domingo de Ramos, e faz parte integrante da
Liturgia que inicia a Semana Santa. Depois da benção dos ramos, a
assembléia litúrgica segue em procissão até o local onde será celebrada
a Santa Missa. A bênção dos ramos e a procissão fazem memória da solene
entrada de Jesus em Jerusalém. Alguns historiadores dizem que a
procissão de ramos era celebrada, em Jerusalém, no século IV, como atesta
um antigo diário de uma monja espanhola, chamada Etéria. A
procissão tem origem na Galia (França) e na Espanha, e, a partir da
segunda metade do século IX, era conhecida em toda a Europa. Nos primeiros
tempos, esta procissão era feita com muita pompa. Era uma verdadeira festa
a Cristo-Rei. No século X e XI, a igreja onde se realizava a benção dos
ramos, fora dos muros da cidade (que em alguns países chamavam da igreja de
Betânia, em referência ao ponto de partidade de Jesus) partia uma
procissão com a cruz ou com o livro dos Evangelhos (evangeliário),
simbolos de Nosso Senhor, ou mesmo, em algumas dioceses, com o Santíssimo
Sacramento indo para a igreja onde se celebrava a Missa (que era a igreja de
Jerusalém, também em referência ao local da chegada de Jesus). Durante a
procissão, nos séculos X em diante, cantava-se a antífona
“Ave Rex noster” (Salve, nosso Rei). O chão, por onde passava a
procissão, era coberto com tapeçarias, ramos e flores para recordar que
os filhos dos hebreus colocavam suas roupas no caminho para Jesus passar. Ao
chegar às portas da cidade, os cantores cantavam o hino “Gloria, laus”
antes da procissão passar pelas portas da cidade. Em
algumas dioceses francesas, o bispo que acompanhava a procissão, ao entrar
na cidade, tinha o privilégio de dar liberdade a alguns presos. A missa
tinha início quando a procissão chegava na igreja. Na Alemanha, em algumas
dioceses, também o burrinho era recordado nesta procissão através de
algumas canções que recordavam o relinchar do burrinho que levou Jesus. No
século XVI começou a desaparecer essa cerimônia dramática. No início do
século XX, antes da Reforma Litúrgica, o Rito litúrgico era feito do
seguinte modo: Antes da procissão entrar na igreja, dois cantores iam à
frente e fechavam a porta. Lá dentro cantavam o celebre hino “Glória,
Iaus et honor” (Glória, louvor e honra) a Cristo Redentor, composto
no século VIII pelo Bispo Teodulfo de Orleans. O coro, do lado de fora,
respondia uma parte do canto. Quando terminava o canto, o Subdiacono batia
com a haste da Cruz processional na porta, que então era aberta para a
procissão entrar. Com
as reformas de 1955 e, mais tarde do Concílio Vaticano II, muitos ritos
cairam em desuso, como por exemplo, a reunião da assembléia fora dos muros
da cidade, ou mesmo numa igreja mais distante, chamada Betânia. A teologia
litúrgica e as orientações celebrativas ressaltam que a entrada de Jesus
em Jerusalém não deve ser considerada uma encenação de mistérios, como
na Idade Média, mas da proclamação pública do nosso seguimento de Cristo
na fé e na caridade agradecida. Pesquisado por Veja:
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