Solenidade de Pentecostes - C 

3 de junho de 2001

 

LEITURAS


1ª leitura:
At 2,1-11 = Todos ficaram cheios do Espírito Santo.
Salmo Responsorial:
Sl 103 = Enviai, Senhor, o vosso Espírito.
2ª leitura:
Rm 8,8-17 = O Espírito Santo conduz os filhos de Deus.
Evangelho:
Jo 14,15-16.23b-26 = O Espírito Santo ensinará todas as coisas.

NB
Estamos apresentando a reflexão da Missa do dia de Pentecostes e não da Vigília.
       O Diretório Litúrgico (p. 371) oferece a possibilidade de escolha entre as leituras da Solenidade, que se lêem no “Ano A”, e as leituras da Solenidade para o “Ano C”. Nós escolhemos esta segunda opção, como pode ser verificado no quadro de leituras, acima.

 ILUMINADOS PELA PALAVRA
         

          A Liturgia da Palavra deste domingo apresenta três aspectos: promessa, intimidade com Deus e kerigma.
          O primeiro aspecto pode ser lido nesta seqüência: a promessa do Espírito Santo (evangelho); a realização da promessa (1a leitura) e a conseqüência da promessa (2a leitura). O reconhecimento de todos estes fatos acontece através do louvor em vários momentos da celebração. Na Liturgia da Palavra, este louvor é feito no Salmo Responsorial (Sl 103) e na seqüência, que louva, através de uma súplica, a terceira pessoa da Santíssima Trindade.
           
Um segundo elemento, presente nas leituras, é a intimidade com Deus, por causa do Espírito Santo. O evangelho usa termos como “morar” e “permanecer” em Deus; a segunda leitura usa o verbo “morar” e “pertencer” a Deus. A primeira leitura diz que os apóstolos ficaram “cheios do Espírito Santo”, isto é, o Espírito Santo fez neles sua morada. A vinda do Espírito Santo, portanto, realiza a possibilidade de viver a intimidade com Deus. De tal modo isso é veraz que Deus não mora nem no santuário nem na alta montanha, como acreditavam os antigos, mas  naquele que guarda e vive a Palavra de Jesus (evangelho).
           
Por fim, a dimensão kerigmática, o anúncio, pelas palavras, da Ressurreição de Jesus. Isso é descrito pela atitude dos apóstolos que viviam, medrosamente, no cenáculo (1a leitura. Cf. também Jo 20,19) e passaram a proclamar, corajosamente, “em todas as línguas”, a ressurreição de Jesus e as maravilhas da salvação realizada por Deus. Acabou o tempo do silêncio, e tem início o tempo de “falar”, de anunciar a Ressurreição de Jesus. 


ILUMINADOS PELAS ORAÇÕES (eucologia)

As orações deste domingo trazem os seguintes temas: 

Antífona de entrada:  Morada de Deus na vida das pessoas, graças ao Espírito Santo. 

Oração do dia:  Santificação da Igreja, dos povos e nações.
                        
Súplica para que os dons do Espírito Santo sejam derramado na Igreja.
                        
Realizar a conversão pelo anúncio do evangelho.

Sobre as ofertas:  Compreender melhor o mistério eucarístico
                            
Manifestação de toda a verdade.

Prefácio:  A vinda do Espírito Santo é a plenitude dos Mistérios Pascais
               
O Espírito Santo foi derramado por Deus Pai na Igreja.
               
Pelo Espírito Santo, a Igreja tem o conhecimento do verdadeiro Deus.
               
O Espírito Santo une todos os povos, raças e línguas numa única fé.

Oração Eucarística: A Oração Eucarística I é a mais solene e, por esse motivo, a mais apropriada para este domingo. Além disso, esta prece eucarística tem os “comunicantes” próprios para a Solenidade da Vinda do Espírito Santo: “Em comunhão com toda a Igreja celebramos o dia santo de Pentecostes...” o que reforça a opção de escolha.

Depois da comunhão:  A Igreja é enriquecida com os bens do céu.
                                   
Crescimento dos dons do Espírito Santo.
                                   
Que o alimento espiritual aumente a eterna redenção.

 

A eucologia da Missa de Pentecostes, tanto da vigília como da Missa do Dia, foi totalmente remodelada na reforma do Vaticano II. As orações, como fica claro pela análise exposta acima, acentuam o valor salvífico da Vinda do Espírito Santo para a Igreja que, ao ser convocada à permanente conversão, encante o mundo com o anúncio do evangelho (oração do dia).
          As orações suplicam também que a Igreja seja tomada por um verdadeiro ardor apostólico para que, enriquecida com este dom divino (depois da comunhão) todos os povos, raças e línguas vivam a unidade da fé do único Deus (prefácio) que quer fazer morada em cada um de nós (antífona de entrada).

 

INTERROGADOS PELA VIDA

          Este domingo de Pentecostes nos leva a olhar para dentro da Igreja, inspirados, de certo modo, no cenáculo. O cenáculo foi um local de medo; um verdadeiro esconderijo. Diz a Sagrada Escritura, que “os discípulos estavam escondidos por medo dos judeus” (Jo 20,10). Foi o Espírito Santo que modificou a condição do cenáculo; de esconderijo transformou-o em local do nascimento da Igreja e presença da Igreja no meio do mundo, pela pregação e pelo testemunho dos apóstolos. Somos interrogados pela vida:
— Quantas comunidades vivem escondidas em “cenáculos”, dentro das paredes de uma igreja, com medo do mundo e por respeito humano. Estes sintomas existem em sua comunidade? 

Olhando ainda para dentro de nossas comunidades, vemos muitos cristãos medrosos e pouco provocados pelo evangelho. Em outras palavras: são cristãos que não incomodam o mundo. Não bastasse o desinteresse, os cristãos ainda não maravilham o mundo, como lemos na 1a leitura desta celebração. Somos interrogados pela vida:
— Por que será que os cristãos do século XXI são ainda pouco afoitos em testemunhar a fé que receberam no Batismo?

Mesmo que o Jubileu do ano 2000 tenha feito um grande trabalho de resgate dos chamados “cristãos distantes”, aqueles que abandonaram a Igreja, não devemos nos iludir que seja o bastante. Não é! Muitos mostram seu cristianismo dentro das igrejas, durante uma celebração e, depois, não vivem o que celebraram. E o que dizer daqueles cristãos que nunca se interessam por nada da Igreja? São sinais que ardor missionário precisa voltar, com a mesma intensidade do dia do Pentecostes.

CONTEXTO CELEBRATIVO

           
A Solenidade da Vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos é o início da Igreja. Alguns autores dizem que este é o dia da fundação da Igreja. A partir deste acontecimento, a Igreja é dirigida pelo Espírito Santo para que o evangelho da salvação divina seja anunciado e atualizado em todas as nações da terra.
           
O contexto celebrativo deste domingo é um autêntico “despertador” da Igreja, tanto em sua universalidade, como em cada uma das comunidades. A Liturgia convida a assembléia a abrir as portas de esconderijos e de medos para estar no mundo, e, no meio do mundo, transformá-lo pela guia luminosa do Espírito Santo.
           
Celebrar a Liturgia de Pentecostes é inserir-se na dinâmica do Espírito Santo que escancara as portas aos olhos do mundo. Os celebrantes desta celebração devem sair da igreja com a certeza de que são cristãos 24 horas por dia e sete dias por semana.

MOTIVANDO A INSPIRAÇÃO

1 – Os símbolos do Espírito Santo devem estar presentes na celebração.
2 – Uma canção de invocação do Espírito Santo.
3 – Apagar o Círio Pascal e retirá-lo na igreja, no final da celebração.
4 – Visualizar, de algum modo, os desafios da comunidade.
5 – Distribuir uma pequena lembrança, no final da celebração.

VAMOS CANTAR A CELEBRAÇÃO     

A “Missa do Espírito Santo”, da autoria de Irmã Míria Kolling e Pe. Lúcio Floro, é uma boa proposta para se cantar nesta solenidade. Além desta missa, propomos outras sugestões para ajudar sua equipe a cantar esta liturgia. 

Entrada: A canção de abertura exprime alegria e faz menção da solenidade da Vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos. O canto inicial poderá trazer a “recordação” de que a assembléia está reunida, como os apóstolos em Jerusalém. A canção “Estaremos aqui reunidos...” é muito oportuna para este momento. Outra proposta, sugerida no Hinário da CNBB, é “O Espírito do Senhor”; (cf. Hinário da CNBB, fasc. 2, p. 36). Uma canção antiga, mas que certamente será cantada por muita gente é “A nós descei divina luz”. Na primeira estrofe canta que o Espírito Santo “nos irmana no Senhor”, cumprindo assim, uma das funções do canto de entrada.  Para aquelas comunidades que conhecem o “Veni creator” em português, é sempre uma boa proposta: “Senhor e criador, que és nosso Deus, vem inspirar, estes filhos teus...” 

Salmo responsorial: No Salmo Responsorial seria interessante cantar o refrão: “Envia, teu Espírito, Senhor, e renova a face da terra”. Uma vez que este refrão é muito conhecido em nossas comunidades, torna-se uma boa escolha. Certamente, que ficará bem mais bonito se o salmista cantar o salmo em vez de recitá-lo. 

Seqüência: A seqüência, que faz parte da Liturgia da Palavra desta missa, dentro da normalidade da celebração, deveria ser cantada. Caso não se conheça uma melodia, algum compositor da comunidade poderia compor uma melodia para esta poesia. O Hinário da CNBB propõe a seqüência, musicada de forma bem popular, com o refrão do “A nós descei, divina luz... em nossas almas acendei...” (cf. Hinário da CNBB, fasc. 2, p. 112). 

Aclamação ao evangelho: Vamos propor, mais abaixo, que se faça uma bela procissão com o evangeliário pela igreja, antes da proclamação do evangelho. Durante este percurso, escolham um belo “Aleluia”, que poderá ser cantado, tanto durante a procissão, como no final da proclamação do evangelho. 

Oração da comunidade: Existe uma prece ao Espírito Santo, facilmente cantável, que pode ser usada neste momento da oração da comunidade: “Vem, Espírito Santo, vem, iluminar”. As estrofes desta canção dizem: “Nossa família, vem, iluminar. Nossa paróquia vem, iluminar...” As estrofes com os pedidos podem ser formuladas pelo pessoal do ministério da música. Um solo poderá cantar as preces e o povo responde o refrão. 

Apresentação das ofertas: Uma canção muito bonita para este momento está no Hinário Litúrgico: “Eis a procissão” (cf. Hinário da CNBB, fasc. 2, p. 37). 

Comunhão: Juntamente com a comunhão, o dom eucarístico, a assembléia poderá pedir os dons do Espírito Santo, com a canção da “Missa do Espírito Santo”: “Senhor, vem dar-nos Sabedoria...”. No Hinário Litúrgico da CNBB você encontra a canção “O Espírito do Senhor repousa sobre mim” (cf. Hinário da CNBB, fasc. 2, p. 166). 

Ação de graças: Mesmo que não se deva esquecer o silêncio, como parte integrante da celebração, após a oração silenciosa, pode-se cantar uma música de louvor ao Espírito Santo, de modo bem calmo e suave. Pode-se cantar, por exemplo, “O Espírito de Deus repousa sobre mim...” Caso sua equipe queira cantar uma outra súplica, invocando a vinda do Espírito Santo, a canção “Enviai, Senhor!” (cf. Hinário da CNBB, fasc. 2, p. 137). 

Canção do envio e dispersão da assembléia: Esta última canção deverá ser uma canção alegre e que recorde aos celebrantes a necessidade de viver deixando-se guiar pelo Espírito Santo ou ainda, levar a mensagem que os cristãos devem encantar o mundo pela vivência do evangelho. A canção da “Missa do Espírito Santo” de Ir. Maria, encaixa-se dentro dessa proposta: “O amor de Deus cobriu, céus e mares...”

NB:
Lembramos que as letras de algumas destas canções sugeridas encontram-se em nossa página: www.liturgia.pro.br.

 

 O QUE DESTACAR NA CELEBRAÇÃO

Anotações práticas
Para esta celebração, propomos o fogo como símbolo do Espírito Santo. Nossa proposta é que o fogo seja utilizado em vários momentos da celebração. Nossa intenção é que a assembléia reconheça que o Espírito Santo age em todos os momentos da celebração.

 

Espaço celebrativo: Quem trabalha com decoração precisa ter o cuidado de ambientar a celebração de acordo com a inspiração da Liturgia da Palavra. O tema dos carismas, por exemplo, não é sugerido para este ano C, como foi no ano passado. Este ano, as leituras destacam: a promessa realizada, a intimidade com Deus graças ao Espírito que habita em nós e o dinamismo evangelizador e kerigmático. Contudo, o símbolo da luz, do fogo e das línguas de fogo são mencionados no decorrer da Liturgia da Palavra e podem fazer parte do espaço celebrativo desta solenidade.
           
Um bonito arranjo de flores, representando a Igreja que olha para o alto, invocando o Espírito Santo, com pequenas lamparinas poderia ser preparado.
           
A arte deve ficar por conta do artista, é claro, mas a idéia é fazer uma armação próxima ao Círio Pascal, na qual fosse possível criar um arranjo com flores, folhagens e fogo. Tenha-se o cuidado para não se impedir a aproximação do Círio Pascal, uma vez que este deverá ser apagado no final da missa, em sinal da conclusão do Tempo Pascal.

RITOS INICIAIS

Procissão de entrada:
Um grupo de jovens, rapazes e moças, poderia entrar com tochas acesas, uma vez que o fogo é símbolo do Espírito Santo. Para facilitar e compor o arranjo, acima sugerido, os jovens poderiam abrir a procissão com uma “dança da luz” (ou do fogo) e colocar as chamas na composição do arranjo. 

Anotações práticas
O que chamamos de “dança da luz” (ou do fogo) é, na prática um lucernário. Lucernário é um antigo rito da Igreja, ainda hoje celebrado em mosteiros, no qual se acendem as velas da igreja através de salmos, canções e preces em forma de poesia, na celebração litúrgica das vésperas. Na nossa proposta, as músicas, as letras e as preces em forma de poesia agradecem a vinda do Espírito Santo como dom da luz para nossas comunidades. Claro que isso tem mais sentido à noite, com as luzes da igreja apagadas, mas poderá ser feito também durante as missas do dia.
           
Para a realização, escolha uma canção que fale da vinda do Espírito Santo ou da luz divina entre nós; prepare uma bela coreografia e iniciem a missa com este rito. Façam de tal modo que toda a igreja possa ser envolvida pela luz do fogo, fazendo com que as pessoas com lamparinas venham de todos os lados da igreja, iluminando-a com o fogo, que é sinal do Espírito Santo que ilumina a assembléia em todas as partes. Quando as velas do arranjo e do altar estiverem acesas, entram os ministros e o presidente da celebração.
           
A participação da assembléia poderá acontecer por meio de aclamações, cantos, pequenos refrões conhecidos de todos na assembléia. Não é preciso comentário. O próprio rito precisa ser tão bem feito, que as pessoas sintam-se envolvidas pela oração da beleza e entrem no clima da celebração.
           
Para as comunidades que sentem dificuldades em realizar coreografias, preparem um rito com uma prece que invoque a luz do céu, uma canção (que poderá ser “A nós descei divina luz...”) e um grupo de pessoas entra com as lamparinas para colocá-las no arranjo de Pentecostes. Nas missas da noite, deixem as luzes apagadas. Se isso for bem feito, ficará muito bonito também.  


Estamos propondo uma FOTO no final deste texto, para aqueles que estão acessando esta proposta no site de www.liturgia.pro.br

Ato penitencial: Com base no lucernário, acima proposto, ou feito de modo mais simples, o presidente da celebração convida a assembléia a reconhecer as faltas e os pecados, que são sempre barreiras para a ação do Espírito Santo, na vida pessoal e na vida comunitária. Não deixar o Espírito Santo agir, em cada um e na comunidade é viver nas trevas do erro e do engano. Por isso, é preciso pedir perdão.

 LITURGIA DA PALAVRA

Seqüência: Já propomos, acima, ajudando a escolher as canções, que a seqüência fosse cantada, como é próprio da natureza deste rito. Voltamos a insistir que se escolha um bom cantor ou cantora para cantar a seqüência e que a assembléia tenha parte ativa nesta canção através de um refrão. 

Aclamação ao evangelho: Também já foi comentado acima, nas propostas das canções. Como sugerimos em outra oportunidade, o evangeliário poderá ser levado em procissão, antes da sua proclamação, por toda a igreja, de tal modo que as pessoas possam tocá-lo e fazer o sinal da cruz depois disso. O sentido deste gesto está no texto do evangelho que diz que quem guarda as palavras de Jesus, torna-se morada (templo) do Espírito Divino em si. Por isso, as pessoas são convidadas a tocar este livro que mostra o caminho para se tornar templos do Espírito. 

Proclamação do evangelho: Um modo de solenizar a proclamação do evangelho, além do canto, é levar jovens que participaram do lucernário (cf. rito de entrada) a ladear o ambão durante a proclamação do evangelho. Os jovens podem fazer alguns gestos acompanhando os mesmos gestos do proclamador do evangelho.

 

Anotações práticas
            Quanto à procissão do evangeliário pela assembléia, sua equipe de celebração deverá estudar as condições que a igreja oferece. Se a igreja é grande, com corredores grandes de tal modo que, juntamente com o proclamador do evangelho, alguns jovens com as lamparinas possam acompanhar a procissão, seguindo o ministro um pouco mais atrás, para não atrapalhar quem está na assembléia, que seja feito deste modo. Para as igrejas menores, esse gesto apresenta dificuldade e precisa ser estudado qual o melhor modo para a realização.
           
Os gestos de acompanhamento da proclamação do evangelho, poderão ser: no momento que o padre canta (ou fala) a saudação do “O Senhor esteja convosco” e abre as mãos, os jovens com as lamparinas fazem um gesto para os lados, como que espalhando a luz do fogo, que simboliza o Espírito Santo, para todos os cantos da igreja. Da mesma forma, no final da proclamação, quando o proclamador cantar “Palavra da Salvação”, os jovens elevam as mãos com as lamparinas acesas.


Estamos propondo uma FOTO no final deste texto, para aqueles que estão acessando esta proposta no site de www.liturgia.pro.br. A foto que mostramos é justamente no momento do evangelho, na saudação do proclamador do evangelho.

 Oração da comunidade: Novamente, nos reportamos às propostas das canções para recordar que neste momento, as preces poderão ser feitas com as invocações da canção “Vem Espírito Santo,vem...” Seguem algumas sugestões de intenções: 

P – Irmãos e irmãs, reunidos em assembléia e celebrando a vinda do Espírito Santo, invoquemos este mesmo Espírito para que ilumine nossas vidas e a vida de todos que vivem em nossa comunidade. 

T – (cantando) Vem, Espírito Santo, vem!
 
                          Vem, iluminar (2X)
 

Solo: A nossa Igreja; vem!
T –
Iluminar.

Solo:
Nossos pastores; vem!
T –
Iluminar.

T – (cantando) Vem, Espírito Santo, vem!
 
                          Vem, iluminar (2X)

Solo: Nossas famílias; vem
T –
Iluminar.

Solo:
Nossa paróquia vem;
T –
Iluminar.

T – (cantando) Vem, Espírito Santo, vem!
 
                          Vem, iluminar (2X)

Solo: Os nossos jovens; vem
T –
Iluminar.

Solo: Nossas crianças; vem,
T –
Iluminar. 

T – (cantando) Vem, Espírito Santo, vem!
 
                          Vem, iluminar (2X)

P ­– Senhor, destes o Espírito Santo à tua Igreja para que ela seja um sinal do teu Reino entre nós. Concedei-nos a graça de ser, para nossos irmãos e irmãs testemunhas audaciosos de vosso amor. Vós que sois o Vivente pelos séculos dos séculos.
T –
Amém!

Anotações práticas
         A Equipe de celebração poderá propor outras intenções, de acordo com as necessidades da comunidade. Caso, não conheçam esta melodia, outra semelhante poderá ser adotada.         
          Outra sugestão, para rezar com o símbolo do fogo, é pedir que os jovens encarregados das lamparinas, façam pequenos gestos de dança no momento as invocações são cantadas. Os mesmos gestos poderão ser feitos por toda a assembléia. Os jovens com as lamparinas ficarão de frente para o povo.

 

NB - Antes de pensar nos gestos da prece, leia abaixo, as anotações prática a propósito da procissão das ofertas.

 
LITURGIA SACRAMENTAL

Procissão das ofertas: Não há necessidade de levar outros símbolos para o altar a não ser os dons da missa: pão, vinho e água. Recordando nossa intenção do uso do fogo como símbolo e presença da ação do Espírito Santo em todos os momentos da celebração, também desta vez, os jovens com as lamparinas acompanharão os representantes da comunidade que levarão as ofertas ao altar.

Anotações práticas
            Faz-se necessário dividir o grupo. Metade ficará no presbitério, para acompanhar as preces da comunidade e a outra metade dirige-se ao fundo da igreja para acompanhar os representantes da assembléia que levarão os símbolos ao altar.
           
Neste caso, não há necessidade de se fazer nenhuma coreografia. Basta que os jovens entram caminhando acompanhado os oferentes, enquanto se canta a canção das ofertas.

 

Oração eucarística: Já mencionamos, quando tratamos da eucologia, os motivos da escolha da Oração Eucarística I para esta eucaristia. Diante da importância desta solenidade, lembramos que as aclamações deveriam ser todas cantadas. Para a grande doxologia (amém, no final da Oração Eucarística), pode-se acrescentar ainda as aclamações de aleluia, e louvor e glória, como consta nas Orações Eucarísticas da Reconciliação. (Para as aclamações da doxologia, Cf. Missal Romano, p. 870).
           
Propomos, a seguir, uma monição para que o padre prepare a assembléia para o momento da Prece Eucarística.

 

Monição para prece eucarística

Chegamos ao momento do grande louvor de ação de graças da Igreja e de nossa assembléia, reunida nesta celebração. Neste momento, o padre invoca o Espírito Santo para que consagre o pão e o vinho em Corpo e Sangue do Senhor. Acompanhemos este momento com o respeito silencioso de quem participa e está envolvido pelo Mistério divino.

Ação de graças: Nos reportamos, de novo, às propostas das canções para recordar que nesta celebração é necessário realizar, depois da comunhão, um momento de silêncio um pouco mais longo que o costumeiro. O motivo é facilmente compreensível. Quem nos acompanha a mais tempo, já teve ocasião de nos ler que o silêncio litúrgico é o “locus spiritualis”, o local do Espírito Santo. Isso nos leva a sugerir que alguém (padre ou comentarista) leve a assembléia a silenciar neste momento. Depois do silêncio, pode-se cantar uma canção, como já sugerido anteriormente.

 RITOS FINAIS

Compromisso concreto: Nossa proposta de compromisso concreto está vinculada à homilia, que trata da necessidade de “falar”e se mostrar cristão em todos os momentos da vida. Volta-se à insistir com o testemunho dos cristãos. Mas, existe um algo a mais:

Apagar o Círio Pascal: No dia de hoje, depois da oração das vésperas, o Círio Pascal deverá ser apagado. Depois, o Círio Pascal deverá ser levado ao Batistério. Uma vez que nossas assembléias, quase sempre, não participam da oração das vésperas, sugerimos que no final da missa, particularmente, da missa (ou do culto) da noite, apague-se o Círio Pascal e o mesmo seja levado ao batistério da igreja (onde tiver batistério; nas outras permanece no local, mas apagado).
          Os jovens continuarão com as lamparinas acesas, representando todos os celebrantes. O rito quer dizer que o Círio Pascal é tirado da assembléia, e que de agora em diante, cada cristão é um “Círio Pascal” aceso no meio da sociedade. De fato, o Círio Pascal voltará a ser aceso nas celebrações batismais e cada batizado recebe uma vela, como sinal que deverá ser luz, testemunho da presença da vida animada pelo Espírito Santo que habita nos que foram batizados.

 

Anotações práticas
            Ao terminar a celebração, o presidente da celebração (ou o comentarista) explica o gesto que será feito, de apagar o Círio Pascal. Explica que o Círio será levado ao Batistério, porque ali, todos nascemos para a Vida, pela ressurreição de Jesus.
           
Existe a possibilidade de ritualizar esse gesto, levando o Círio ao Batistério, sendo acompanhado pelos jovens com as lamparinas. Neste caso, eles voltam com as lamparinas acesas, para que se a mensagem do compromisso concreto possa ser facilmente compreendida.
           
Uma canção que fale do compromisso cristão de ser luz no meio do mundo poderá acompanhar o rito. Caso não se opte pela procissão, pode-se apagar o Círio Pascal e, da mesma forma, explicar o que já descrito acima.

 Bênção final: Fazer a Bênção solene desta celebração, que se encontra no Missal Romano, p. 524. E, a despedida poderá ser:
O Espírito do Senhor está conosco em todos os momentos da nossa vida; por isso não devemos ter medo. Ide em paz, e o Senhor vos acompanhe, aleluia, aleluia!

T – Graças a Deus, aleluia, aleluia!

 

LITURGIA DA PALAVRA (leituras)

 PRIMEIRA LEITURA – At 2,1-11
A vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos é o dia do nascimento da Igreja. É quando a Igreja deixa o medo de viver escondida num cenáculo e, corajosamente, anuncia o evangelho.

Leitura dos Atos dos Apóstolos 

Quando chegou o dia de Pentecostes,
os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar.
De repente, veio do céu um barulho
como se fosse uma forte ventania,
que encheu a casa onde eles se encontravam.
Então apareceram línguas como de fogo
que se repartiram e pousaram sobre cada um deles.
“Todos ficaram cheios do Espírito Santo
e começaram a falar em outras línguas,
conforme o Espírito os inspirava.
Moravam em Jerusalém judeus devotos,
de todas as nações do mundo.
Quando ouviram o barulho,
juntou-se a multidão, e todos ficaram confusos,
pois cada um ouvia os discípulos
falar em sua própria língua.
Cheios de espanto e admiração, diziam:
“Esses homens que estão falando não são todos galileus?
Como é que nós os escutamos na nossa própria língua?
Nós que somos partos, medos e
elamitas,
habitantes da Mesopotâmia, da Judéia e da Capadócia,
do Ponto e da Ásia,
da Frígia e da Panfília,
do Egito e da parte da Líbia próxima de Cirene,
também romanos que aqui residem;
judeus e prosélitos cretenses e árabes, todos nós
os escutamos anunciarem as maravilhas de Deus
na nossa própria língua!”

Palavra do Senhor.
Graças a Deus


Salmo Responsorial  - Sl 103
Hoje, a Igreja de Jesus Cristo que fala todas as línguas ao redor do mundo, numa só voz, suplica a vinda do Espírito Santo, para que realize maravilhas e inspira nosso louvor ao Pai eterno.                  

Enviai o vosso Espírito, Senhor,
e da terra toda a face renovai.
 

Bendize, ó minha alma, ao Senhor!
Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande!
Quão numerosas , ó Senhor , são vossas obras!
Encheu-se a terra com as vossas criaturas!                 


Enviai o vosso Espírito, Senhor,
e da terra toda a face renovai.
 

Se tirais o seu respiro, elas perecem
e voltam para o pó de onde vieram.
Enviais o vosso espírito e renascem
e da terra toda a face renovais.           


Enviai o vosso Espírito, Senhor,
e da terra toda a face renovai.

Que a glória do Senhor perdure sempre,
e alegre-se o Senhor em suas obras!
Hoje seja-lhe agradável o meu canto,
pois o Senhor é a minha grande alegria!          
 

Enviai o vosso Espírito, Senhor,
e da terra toda a face renovai.

Segunda leitura    Rm 8,8-17
Em cada um de nós vive o espírito da carne e o Espírito Santo de Deus. São Paulo  descreve a necessidade de deixar o Espírito Santo de Deus habitar em nós e conduzir nossa vida em todas as circunstâncias. 

Leitura da carta de São Paulo aos Romanos 

Irmãos:
Os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus.
Vós não viveis segundo a carne, mas segundo o espírito,
se realmente o Espírito de Deus mora em vós.
Se alguém não tem o Espírito de Cristo,
não pertence a Cristo.
Se, porém, Cristo está em vós,
embora vosso corpo esteja ferido de morte
por causa do pecado,
vosso espírito está cheio de vida, graças à justiça.
E, se o Espírito daquele
que ressuscitou Jesus dentre os mortos mora em vós,
então aquele que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos
vivificará também vossos corpos mortais
por meio do seu Espírito que mora em vós.
Portanto, irmãos, temos uma dívida,
mas não para com a carne,
para vivermos segundo a carne.
Pois, se viverdes segundo a carne, morrereis,
mas se, pelo espírito, matardes o procedimento carnal,
então vivereis.
Todos aqueles que se deixam conduzir
pelo Espírito de Deus
são filhos de Deus.
De fato, vós não recebestes um espírito de escravos,
para recairdes no medo,
mas recebestes um espírito de filhos adotivos,
no qual todos nós clamamos:
Abá - ó Pai!
O próprio Espírito se une ao nosso espírito
para nos atestar que somos filhos de Deus.
E, se somos filhos, somos também herdeiros,
herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo;
se realmente sofremos com ele,
é para sermos também glorificados com ele.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus

Seqüência
Como Igreja, reunida nesta assembléia, louvemos e supliquemos que o Espírito Santo de Deus habite em nós.

Espírito de Deus,
enviai dos céus
um raio de luz!

Vinde, Pai dos pobres,
dai aos corações
vossos sete dons.

Consolo que acalma,
hóspede da alma,
doce alívio, vinde!

No labor descanso,
na aflição remanso,
no calor aragem.

Enchei, luz bendita,
chama que crepita,
o íntimo de nós!

Sem a luz que acode,
nada o homem pode,
nenhum bem há nele.

Ao sujo lavai,
ao seco regai,
curai o doente.

Dobrai o que é duro,
guiai no escuro,
o frio aquecei.

Dai à vossa Igreja,
que espera e deseja,
vossos sete dons.

Dai em prêmio ao forte
uma santa morte
alegria eterna

Amém!

EVANGELHO – Jo 14,15-16.23b-26 

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo, segundo João:

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
“Se me amais,
guardareis os meus mandamentos,
e eu rogarei ao Pai,
e ele vos dará um outro Defensor,
para que permaneça sempre convosco.
Se alguém me ama, guardará a minha palavra,
e o meu Pai o amará,
e nós viremos e faremos nele a nossa morada.
Quem não me ama,
não guarda a minha palavra.
E a palavra que escutais não é minha,
mas do Pai que me enviou.
Isso é o que vos disse enquanto estava convosco,
mas o Defensor, o Espírito Santo,
que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo
e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito”.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor

 

REFLEXÃO CELEBRATIVA (proposta de homilia)

 1- Acabou o tempo do grande silêncio

Depois da Paixão e Ressurreição de Jesus houve um tempo de silêncio. No dia de Pentecostes, com a vinda do Espírito Santo, começa o tempo de “falar”. De fato, diz a primeira leitura, que “todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas”. Acabou o tempo do silêncio e a Igreja vive agora o tempo do testemunho pela palavra e pelas atitudes. Este é o primeiro pedido que fazemos nesta celebração: que os cristãos da comunidade sintam-se chacoalhados pelo Espírito Santo e comecem a falar em todas as línguas, de tal maneira, que todas as pessoas compreendam a mensagem do evangelho. 

2. Coragem de falar

Estamos tão acostumados a ouvir que precisamos testemunhar o evangelho com a vida, (e isso continua sendo verdade) que esquecemos ser necessário testemunhá-lo, também, com nossas palavras. A primeira leitura chama a atenção para  essa necessidade de testemunhar a fé com palavras. Pedro e os apóstolos, diz a primeira leitura, testemunharam publicamente, com palavras, a ação do Espírito Santo em suas vidas. Tiveram a coragem de falar e, o que é também importante, empolgaram seus ouvintes para que, também eles, se entusiasmassem com a ressurreição e com o evangelho de Jesus Cristo. Todos estavam admirados com o que ouviam, diz o texto bíblico.

3 - Guardar as palavras

Testemunhar a fé com palavras, falando, é um modo de ser cristão no meio do mundo. O evangelho desta celebração alerta para um detalhe que não pode ser perdido de vista. “Se alguém me ama guardará minha palavra”, diz Jesus. É um alerta! Não se trata, apenas, de fazer uma pregação animada para grandes platéias, mas testemunhar a fé com palavras que demonstrem intimidade com Deus, a ponto de empolgar quem nos escuta a crer e viver o que diz o evangelho. Estas pessoas falam daquilo que vivem, que experimentaram em sua vida espiritual (vida conduzida pelo Espírito Santo) e não apenas daquilo que aprenderam em livros. São pessoas que se deixam guiar pelo Espírito Santo de Deus, que nelas habita.

4 - Falar quando necessário

Quando falar?! Uma oração, atribuída ao Papa João XXIII, reza: “Senhor, concedei-me a graça de falar quando necessário e a prudência de calar quando preciso”. Testemunhar a fé com palavras não significa, necessariamente, fazer pregações nas praças ou em grandes eventos, como já mencionado. Não significa, tampouco, ficar falando de religião o tempo todo e querendo ser um moralista com a Bíblia debaixo do braço. Às vezes, é prudente calar num momento, para falar mais tarde. Contudo, não se pode admitir a omissão de silenciar quando somos chamados a testemunhar nossa fé com palavras. Essa coragem de falar quando necessário vem do Espírito Santo, que recorda e nos ensina como proceder. Assim garante Jesus no evangelho e assim aprendemos com o exemplo dos apóstolos nesta solenidade de Pentecostes. Amém!

Para debater na reunião mensal

Pastoral Litúrgica, uma necessidade!    

            Anos atrás, escrevi um livro chamado “Pastoral Litúrgica, uma proposta, um caminho” (Loyola/Dehonianos - 1998) que, graças a Deus, continua sendo estudado, refletido e debatido em muitas comunidades. Já foram publicadas 4 edições e, ao que tudo indica, a 5a edição está à caminho. Em termos de livros sobre Liturgia significa uma boa aceitação. Deus seja louvado!
           
Quando lancei o livro, muitas pessoas ficaram surpresas com a possibilidade da organização da Pastoral Litúrgica. De fato, como escutei dizer várias vezes, “nossa Pastoral Litúrgica resumia-se numa lista de funções, pendurada na parede da sacristia”. Relatei isso em meu livro. Não faz sentido, a estas alturas, condenar aqueles que deveriam ter tomado iniciativa e não o fizeram. Talvez, nem eles mesmos consideraram a riqueza que a Pastoral Litúrgica poderia trazer para a comunidade. Pois bem, agora  precisa coragem para começar. E não pensem que isso seja fácil. Vamos considerar algumas possíveis críticas na comunidade.

Pastoral do laço
         
Escrevo essa prática da “Pastoral do laço” no meu livro com mais calma. Acontece naquelas comunidades que, quando faltam 10 a 5 minutos para começar a missa, algumas pessoas da “Liturgia” entram na igreja para “laçar” comentaristas e leitores.
           
Diante da proposta de uma Pastoral Litúrgica, reagem: “não é preciso; afinal, alguma vez faltou leitor ou comentarista na missa? Se não faltou, para que mais um trabalho na comunidade?” 

“Prá que mudar se a missa começa e termina”
           
São os acomodados da comunidade e tem como lema “Prá que mudar?”. Prá que mudar se a missa começa e sempre chega ao final? Prá que mudar se o padre sozinho faz os batizados e não incomoda ninguém? Prá que mudar se os casamentos são tão cheios de flores e teatro?” E arrematam um veredicto fatal: “está bom assim!”
           
O conselho desse pessoal é: “olha, não vamos procurar sarna para nos coçar; vamos continuar como está, pois está bom assim”. E podem continuar 10, 20 ou mais anos neste “marca passo” sem sair do lugar. 

“Tenho o lugar garantido”
           
Outro grupo são aqueles que se consideram com o lugar garantido para fazer o comentário, as leituras, as preces e puxar canto na missa. Normalmente, chegam em cima da hora, e vão direto para o microfone para fazer comentários e leituras e puxar canto, sem preparação alguma. Têm lugar garantido lá frente.
           Esse pessoal também aconselha a não criar a Pastoral Litúrgica na comunidade e argumentam: “isso de criar equipes de celebrações para cada missa, dá muito trabalho; vai ter que fazer reunião uma vez por mês; vai ter que preparar as celebrações... Do jeito que estamos fazendo, está bom”. E, por 10, 20 ou mais anos são sempre os mesmos leitores, o mesmo comentarista naquele mesmo horário de missa. Estes têm cadeira cativa e a Liturgia caminha na pastoral da mesmice.

 “Na hora a gente vê”
           
Muitas equipes de celebrações deixam tudo para a última hora. Não se preocupam em preparar leituras, comentários ou escolher as canções. Desculpam-se dizendo: “na hora a gente vê”. Quando é proposta uma caminhada de Pastoral Litúrgica, os músicos aconselham doutoralmente: “o povo gosta do jeito que nós cantamos na igreja e, se gostam, para que mudar?”
           
Convivi com um grupo assim. Começaram como grupo de jovens, casaram-se, alguns são quase avós e continuam cantando as mesmas músicas do seu tempo de grupo de jovens, continuam fazendo as mesmas procissões de oferendas do tempo de grupo de jovens e continuam achando que vivem há 25 anos atrás. 

O folheto tem tudo
           
Os mais radicais defensores do “deixa disso” apoiam-se nos folhetos como critério litúrgico para as celebrações. Os ditos cujos interrogam: “para que preparar, se o folheto traz tudo o que precisa ser feito?” Com estes é difícil argumentar. Julgam-se no direito de serem liturgicamente corretos, enquanto “leitores de folhetos” e não admitem que o folhetos podem servir para uma melhor preparação para as celebrações. 

Algo mais?
           
Elenquei algumas possíveis reações, que você poderá ouvir ao propor um trabalho organizado de Pastoral Litúrgica para a comunidade. Pode ser que você encontre outras. Faria um grande favor se pudesse enviar-me aquelas defesas do status quo de sua comunidade, contra a organização da Pastoral Litúrgica. Tranquilize-se; publicaremos o milagre, mas não o autor nem o local do mesmo. 

Para a reunião

            Depois de ler o texto, procurem responder:

1 – Se, na comunidade, for proposta a organização da Pastoral Litúrgica, será que haverá reações contrárias?
2 – Se, na comunidade, alguns grupos reagissem de acordo com os exemplos elencados no artigo, como poderíamos contra-argumentar a necessidade de organizar a Pastoral Litúrgica?

Na próxima proposta celebrativa, vou comentar sobre a importância de organizar a Pastoral Litúrgica na comunidade.

Coordenação geral e reflexões: Serginho Valle
São José do Rio Preto, maio de 2001


Foto da "dança do fogo" no momento da proclamação do evangelho como foi sugerido no decorrer da proposta celebrativa. Observe o modelo das lamparinas que as dançarinas seguram; são dois modelos diferentes: as dançarinas que estão atrás ostentam uma espécie de tocha.